Vilson Farias participa da 70ª Feira do Livro de Porto Alegre na próxima segunda-feira (04/11) e da 50ª Feira do Livro de Pelotas na terça-feira (05/11), quando lança seu 19º Livro, “Direito Penal Contemporâneo”, escrito em homenagem aos 40 anos da nova parte geral do Código Penal; “Desafios e Combate: Um olhar sobre os crimes raciais no Brasil” e o seu 20º Livro “Ações Afirmativas e Crimes Raciais”.
No livro “Ações Afirmativas e Crimes Raciais”, o prefácio da desembargadora e ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Iris Helena Medeiros Nogueira, assim descreve a obra: “O apagamento da produção e dos saberes negros e anticoloniais contribui significativamente para a pobreza do debate público, seja na academia, na mídia ou em palanques políticos. Se somos maioria da população, nossas elaborações devem ser lidas, debatidas e citadas”.
A reflexão proposta por Djamila Ribeiro confere a devida relevância de mais uma obra escrita pelo jurista e pesquisador Vilson Farias. A formulação do saber não pode se restringir a um grupo, muito menos olvidar do ponto de vista e da história de um dos povos que construiu esta nação.
O convite para prefaciar este livro se traduz em gesto que recebo como homenagem que muito me gratifica e emociona, máxime porque o tema central não poderia ser mais atual e pertinente: ações afirmativas e crimes raciais.
O autor é um estudioso do assunto e agrega ao seu trabalho de pesquisa acadêmica toda a experiência prática adquirida pelos anos em que desempenhou suas atividades profissionais como delegado de polícia, promotor de Justiça e advogado.
O autor promove um interessante resgate da evolução legislativa a respeito dos crimes raciais no Brasil, e possibilita ao leitor, sobretudo o mais jovem, perceber como foi lenta a conscientização a respeito do necessário enfrentamento ao racismo e à discriminação racial.
Vilson Farias não deixa de se posicionar sobre os temas mais polêmicos, como as cotas raciais e as comissões de heteroidentificação, e sublinha a necessidade de ações afirmativas na busca da igualdade de oportunidades, como forma também de responder ao que Denise Ferreira da Silva cunhou de “a dívida impagável”.
A obra conduz o leitor e a leitora a conhecerem pessoas especialmente selecionadas que se destacaram em áreas distintas e que nos deixaram legados permanentes. Não deixa de ser uma resposta eloquente a “Um grande e constrangedor silêncio que habita a maior parte dos arquivos brasileiros e coloniais e, sobretudo, dos nossos manuais e livros didáticos”.
O autor nos brinda, ainda, com casos práticos em que atuou profissionalmente no enfrentamento ao racismo, que evidenciam todo o seu compromisso e a sua luta em prol dessa causa humanitária.
Aliás, como ele bem arremata “(…) A construção de uma sociedade mais justa e igualitária beneficia a todos e é uma responsabilidade coletiva que exige o engajamento de todos os brasileiros (…)”.
Enfim, almejo que milhões de brasileiros e de brasileiras tenham acesso a esta instigante obra, não apenas pelos operadores do Direito, mas por todos aqueles que aspiram por justiça e que nela precisam acreditar. Uma boa leitura aos privilegiados leitores e leitoras. (Ao amigo Vilson Farias, o meu afetuoso abraço).”




