Dirigentes do Colonial discutem a dura realidade do futebol no Interior

Foram abordados os custos, a manutenção da economia local por meio das atividades esportivas. (Foto: Eduardo Silva)

Por Eduardo Silva

A noite de sexta-feira (3)foi de mesa-redonda na Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas. Durante o 1º Encontro Mercosul e INCT Futebol, o espaço foi dedicado a tratar do futebol colonial e de bairros.

As duas principais ligas do futebol amador da zona rural estiveram presentes, bem como a Associação Fragata de Futebol.

O público pôde conhecer de perto a dura realidade para manter 13 equipes em atividade. Foram abordados os custos, a manutenção da economia local por meio das atividades esportivas, o envolvimento dos colonos e de seus filhos, a diminuição significativa do número de campos disponíveis nas zonas urbana e rural e o quanto o futebol colonial ainda gera engajamento.

“Temos cerca de 1.000 atletas inscritos e, na final do futebol colonial, tivemos um público de cerca de 5 mil pessoas”, aponta Cláudio Prietsch, diretor da ACP.

Outra preocupação dos atuais dirigentes é com a sucessão nas ligas, já que muitos deles investem tempo e recursos próprios para dar sequência ao futebol colonial. Um deles chegou a afirmar que teme que, ao deixar a função, a liga também encerre as atividades.

Em uma coisa todos concordam: “Só se faz futebol amador com patrocínio”, destacou João Elias da Cruz, presidente da Associação Colonial de Esportes (ACE).

O diretor da AFF e locutor esportivo do futebol colonial, José Alfreu Bittencourt, foi incisivo: “É preciso o envolvimento do poder público municipal para estimular, manter e patrocinar o futebol colonial”.

Após as apresentações de cada entidade, professores e alunos tiveram a oportunidade de apresentar projetos acadêmicos e discutir a realidade atual dessa tradição cultural, que ainda hoje faz parte da vida de milhares de pessoas nas colônias de Pelotas e região.

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