Saudades

Cesar Mattos, poeta. (Foto: Arquivo pessoal)

Por Cesar Mattos

Poeta

Quando sopra o minuano

Cevo o mate da esperança

Que é servido com paixão

Passando de mão em mão

Relembrando do passado

Mesmo não estando ao meu lado

Meu peito não está vazio

Somente sabe quem viu

Seu rancho virar tapera

Por mais guapo que seja o cuera

A dor ensina gemer

Eu que te vi morrer

Abriu uma chaga no peito

Eu tinha que dar um jeito

De superar esta dor

E foi com amor, muito amor

Meu peito se fez guarida

E dentro dele… guardei você

Para estar contigo em outra vida.

 

A esperança é a última que morre

Isto não é ilusão

São lágrimas que o coração

Sentiu, quando te mudou de querência

Tu foi viver num outro pago

Foi sentida tua ausência

E mateando na esperança

Um dia… não interessa quando

Eu partirei quase voando

Pra contigo me encontrar

E o mate da esperança

Fará parte do passado

Comigo fica a certeza

De eternamente te amar.