Casal de Pelotas é condenado por tráfico de drogas na Operação Caixa-Forte II

Também foi determinada a apreensão de bens encontrados com o casal durante a operação, incluindo um veículo e dinheiro em espécie. (Foto: Divulgação)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

A Justiça condenou um casal de Pelotas investigado no âmbito da Operação Caixa-Forte II, deflagrada em 2024. A sentença foi proferida pela 2ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, em Porto Alegre, e publicada nesta segunda-feira (13).

Os réus foram condenados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. O homem recebeu pena de 19 anos e oito meses de reclusão, enquanto a mulher foi condenada a 12 anos de prisão, ambas em regime fechado. Também foi determinada a apreensão de bens encontrados com o casal durante a operação, incluindo um veículo e dinheiro em espécie.

Em 10 de julho deste ano, outros três investigados na mesma operação, já presos no sistema prisional, haviam sido condenados a penas de 13 anos e quatro meses, 12 anos e cinco anos e dez meses de reclusão, além de pagamento de multas.

De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, coordenador do 10º Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (Gaeo/MPRS) – Sul e responsável pela operação, os réus mantinham vínculo com uma organização criminosa que atua em Pelotas e operavam o tráfico de drogas em um dos bairros da cidade.

A mulher foi flagrada com drogas, R$ 39 mil em dinheiro e um celular, após tentar fugir durante uma abordagem policial. As investigações apontaram que ela atuava como braço operacional do companheiro, que estava sob monitoramento eletrônico e é considerado um dos líderes do grupo criminoso.

Operação Caixa-Forte II

A Operação Caixa-Forte II foi deflagrada em 24 de novembro de 2024 pelo Gaeco, após a análise de documentos apreendidos na primeira fase da operação, realizada em dezembro de 2023.

A investigação revelou que uma organização criminosa movimentou mais de R$ 32 milhões com o tráfico de drogas e a entrada de celulares no Presídio Regional de Pelotas (PRP).
O esquema contava com o apoio de um policial penal, que foi preso durante a ação.

A operação mobilizou cerca de 850 agentes para o cumprimento de mais de 170 mandados em 13 cidades do Sul do país.