As letras e a literatura de Pelotas sob o cuidados dos escritores

Presidente da Academia Pelotense de Letras. (Foto: divulgação)

As letras, desde sua invenção, estão na base do conhecimento, da comunicação e da evolução da humanidade. Pelotas é conhecida e reconhecida também pela cultura de sua gente, pelas instituições de ensino e de pesquisa. Provam essa afirmativa os notáveis talentos revelados pela Princesa do Sul, aniversariante neste mês de julho.

Além da tradição na formação dos profissionais na graduação, no mestrado e no doutorado, pelas instituições locais, Pelotas conta com entidades autônomas que, desde o século passado, tratam da difusão, da preservação e do desenvolvimento das letras, da literatura, da poesia, como a Academia Pelotense de Letras, a Academia Sul-Brasileira de Letras e o Instituto Francisco Lobo da Costa.

Em 9 de maio de 1970, as escritoras Magda Costa (pseudônimo de Circe Palma Monteiro) e Noemi Osório Caringi fundaram a Academia Sul-Brasileira de Letras (ASBL), uma associação civil sem fins econômicos, com objetivos culturais e educacionais. A diretoria com mandato de 2025 a 2027 é constituída pela presidente: Ângela Treptow Sapper, pela vice-presidente Inalva Nunes Fróes, pelos tesoureiros Jairo Costa e Jéfferson Dieckmann, e pelas secretárias Vilma Ávila Vianna e Maria Beatriz Mecking.

Na década de 1990, começaram os primeiros passos de mais uma entidade local, com estudos mais detalhados sobre dramaturgia, prosa e poesia, dedicados à obra do famoso pelotense Francisco Lobo da Costa, por iniciativa da professora Ângela Treptow Sapper e seus alunos do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul). Essa ação foi posteriormente estendida à Universidade Católica de Pelotas, onde também lecionava a professora Ângela.

Ainda não havia um instituto — era mais uma confraria literária em torno de seu mentor, até que, em 2003, foi concretizada a Confraria Amigos de Francisco Lobo da Costa, dedicada ao estudo e à encenação da obra lobiana, levando gratuitamente as peças teatrais de Lobo a escolas, seminários, congressos e feiras do livro. Promovia anualmente jornadas literárias e seminários.

Em 7 de julho de 2016, a antiga confraria tornou-se o Instituto Francisco Lobo da Costa, que tem como objetivos preservar, valorizar e divulgar a memória e a obra de Francisco Lobo da Costa, bem como a cultura, a história e a literatura de Pelotas. A atual diretoria é formada pela presidente Ângela Treptow Sapper, pelo vice-presidente Hugo Vieira da Cunha, pelas secretárias Estevina Matarredona, Inalva Nunes Fróes e Eleida Costa, tendo como tesoureiros Jairo Costa e Luiz Morvan Grafulha e como diretores Eva Crochemore, Márcia Tomazzeti e Jéfferson Dieckmann. Uma das promoções mais tradicionais do instituto é o Sarau Lobiano, iniciado em 2016 no Clube Caixeiral e que continua até os dias atuais no Instituto São Benedito.

Em 5 de junho de 1999, por inspiração e iniciativa da professora e historiadora Zênia de León Soares, um grupo de intelectuais pelotenses se reuniu no suntuoso prédio 106 da Praça Cel. Pedro Osório, no Centro de Pelotas. No salão principal do Clube Caixeiral, naquele momento, era fundada a Academia Pelotense de Letras (APelL), uma associação civil sem fins econômicos, com objetivos culturais, educacionais, assistenciais e filantrópicos. Sediada no Parque Dom Antônio Záttera, nº 500, no Centro de Pelotas, é constituída por 40 acadêmicos titulares de cadeiras e 20 acadêmicos honorários. Entre os objetivos da APelL estão estimular a literatura e tratar de tudo o que se relacione à história, geografia, tradições, ciências e demais manifestações da cultura e da língua portuguesa, especialmente de Pelotas e região; pesquisar e divulgar todas as áreas da cultura intelectual do município e da região; instituir concursos literários e prêmios, incluindo a Águia de Ouro, figura-lema da entidade; contribuir para a divulgação dos resultados das pesquisas de seus membros e de seus trabalhos literários, por meio de publicações em livros, revistas, jornais, monografias e outros meios de divulgação; destacar escritores e poetas, dando-lhes posse em uma cadeira na entidade, em valorização ao seu trabalho intelectual. A APelL foi presidida por Zênia de León Soares desde a fundação, em 1999, até seu falecimento, em 2019. Atualmente, tem como presidente Moacir Cardoso Elias, vice-presidente Luiz Morvan Grafulha Correa, secretário Carlos Gil Turnes e tesoureira Maria Laura Sedrez Terres Tonial. Anualmente, a APelL promove eventos como a Palestra de Abertura do Ano Literário da Academia Pelotense de Letras, a Sessão Literária “As Letras e o Desenvolvimento da Ciência e da Cultura”, a Sessão Literária “De Frente com Autores”, o Seminário “O Salão do Livro” e participa ativamente da Feira do Livro de Pelotas.