Noquinha

Roque Soares do Amaral, quem não conheceu o seu Noquinha?
Progressista era ele, desde os tempos das carretas já fazia transporte de mercadorias (Pelotas x Piratini). Moinho de primeiro mundo, depois comprou caminhão, padaria, restaurante. Enfim, era empreendedor de fato. Não tinha medo do futuro, que ele esperava de braços abertos.
Partiu nas asas do vento e hoje tá “bolicheando” no território de São Pedro. No seu aniversário, dia 7 de setembro, não convidado, era pegar o rumo da chácara e descer. Boia à vontade, tempo de ouro. Ficaram os esqueletos das suas obras e histórias que jamais serão esquecidas.

Os frutos dourados do sol

Na terra escura da noite
As estrelas são sementes,
Para colher o novo dia
o que espera nossa gente?

Escuto pelas lavouras
o passo alegre do povo
que vai levando nos braços
os frutos do dia novo.

Entre hoje e o amanhã
corre um rio que nos alerta:
nas águas de quem oprime
não navega quem liberta.
Cai o suor na terra arada
e a chuva na brotação.
Quem traz ganâncias nos olhos
não traz sementes nas mãos.

São legiões de campesinos
com a rude enxada nos ombros
que vão plantando esperanças
nessa vastidão de escombros.

Enviar comentário

Envie um comentário!
Digite o seu nome