Meus Casos de Amor

Muitos casos. Casos registrados em crônicas, que agora publi­quei. E se trata de casos especiais. Casos de amor. Amores diversos e múltiplos. Casos sérios que redijo de forma leve e solta. E casos suaves que transcrevo de modo ponderado.

Casos de amor correspondidos, outros nem tanto. Casos de amor de tirar o fôlego, de virar do avesso, de perder o chão, de derra­mar lágrimas. Esses foram casos de amor sem final feliz. Prescritos, sem exceções.

Mas há os casos de amor plenos de ternura, capazes de des­pertar sorrisos, de estremecer a alma, de justificar os riscos. Casos de amor que permanecem na memória pra além e acima de tudo.

Vários casos de amor unilaterais que dispensaram vias de mão dupla, mas que nem por esse motivo, perderam a qualidade de casos de amor fortuitos e reais. Eu diria, que até palpáveis.

Muitos sobreviveram ao tempo e ainda me acompanham. E me fazem bem. Caso de amor que faz bem é assunto muito importante.

Casos de amor sem solução, sem remédio, sem limites. Ca­sos de amor que nasceram fadados ao fracasso. E que foram poucos, para meu consolo.

E de caso em caso de amor vivenciei experiências peculia­res e únicas, mesmo quando me apaixonei por quatro personagens de uma só vez (Os Beatles, claro!). Aliás, esse é um caso de amor que perpassa por quase seis décadas.

De canções, de lágrimas, de silêncios, de surpresas, de es­peras e de sonhos são feitos os casos de amor. Alguns passam do ali­nhavo à costura. Outros tantos, não. As razões e os motivos, de uma e de outra situação, são as mesmas de sempre, não importa o correr do tempo, nem as mudanças de hábitos das novas gerações. O que vale é o estado delicioso da mente, do corpo e do espírito quando se deixam envolver pelas linhas do destino no momentâneo do agora.

E é sobre esses casos de amor que meu recente livro tra­ta de um jeito simples e natural em confissões à luz de vela ou a céu aberto para serem lidos lenta e pausadamente, da mesma forma como foram escritos; com todo o respeito pelas emoções que provo­caram e, ainda, despertam em mim.

Escrever sobre os meus casos de amor me torna, além de cronista, uma contadora de histórias.

As páginas foram sendo escritas com a sensibilidade que o amor exige, porque falar sobre esse assunto requer muita seriedade.

E, ao mesmo tempo, me proporcionou uma viagem extre­mante agradável por panoramas diversos, atraentes e sedutores.

Busquei nas raízes do tempo o que esculpiu meu perfil e traçou minha caminhada, com as sementes plantadas pelas minhas relações amorosas, que germinaram na alma, adubadas pelos senti­mentos espalhados em linhas impressas, onde retrato com transpa­rência os Meus Casos de Amor.

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