Dia dos Namorados e Reunião-almoço Tá na Hora ACP

Jornalista Maria da Graça Marques, colunista de Economia do JTR. (Foto: Adilson Cruz/JTR)

Escolhas tradicionais movem o mercado

Presentes tradicionais esco­lhidos pelos consumidores pelo­tenses já movimentam o merca­do. Segundo levantamento feito pelo Sindicato do Comércio Va­rejista (Sindilojas) local, flores, perfumes e chocolates dividem as preferências dos clientes na hora da compra para o Dia dos Namorados, comemorado nesta sexta-feira, junto com as confec­ções e os calçados, que buscam atender ao apelo da troca da es­tação para os dias mais frios.

Se os chocolates atenderem ao gosto de quem for presente­ado, as opções são muitas, capa­zes de se adequarem ao poder de compra dos apaixonados. “O movimento maior é no dia, mas o pessoal está se antecipando”, conta a gerente da loja especia­lizada, Tatiele Oliveira.

Buquês tradicionais de rosas são os preferidos, segundo a florista Letícia Girão. (Foto: Maria da Graça Marques/JTR)

O movimento de vendas já começou na terça-feira e a maio­ria dos clientes prefere mesmo as sugestões já prontas, explica. Entre elas, estão as cestas, que podem incluir, além dos choco­lates, sugestivos ursinhos de pe­lúcia, por exemplo. Os preços va­riam a partir de R$ 80 cada uma. Outra opção são os kits espe­cialmente montados para o Dia dos Namorados, que custam a partir de R$ 22. Em promoção especial para a data, caixas de bombons têm desconto de 20%. “São produtos selecionados”, ex­plica Tatiele.

Mas se a escolha recair sobre flores, os vendedores também estão preparados para atender aos consumidores com suges­tões tradicionais, como os bu­quês de rosas vermelhas, os mais procurados para data mais romântica do ano. “Há um mês estamos nos preparando“, diz Letícia Girão, sócia da floricul­tura da avenida Bento Gonçalves.

Com seis rosas importadas, um buquê custa R$ 180 e Letí­cia explica que optou pelas im­portadas, cujo custo, neste ano, é quase o mesmo das nacionais. Como exemplo, cita que uma rosa com arranjo custa R$ 20 se for nacional e R$ 25 quando usa­da a importada. Vasos com lírios e orquídeas também são bem procurados, com uma oferta bem expressiva e custos a par­tir de R$ 90.

Já os perfumes, que depen­dem muito do gosto de quem receberá, têm igualmente uma variedade bem grande à dis­posição dos clientes, mostra a vendedora Lívia Nick. A procura é maior pelos kits, que já estão vendendo bem, segundo con­ta. São femininos ou masculinos, onde estão presentes um per­fume e um creme de corpo por R$ 119, exemplifica a vendedora.

Quando a escolha recai so­bre um kit feminino, Lívia apon­ta a preferência pelo perfume Lily, que não é um lançamento, mas agrada por usar óleo essen­cial puro de lírio, extraído de for­ma artesanal. “É o mais vendido”, diz Lívia.

Entre os chocolates, são oferecidas as cestas e os kits especialmente preparados. (Foto: Maria da Graça Marques/JTR)

Segundo a vendedora, os kits são mais procurados para pre­sentear pelos homens, mas tam­bém as mulheres buscam essa opção no quiosque da marca pela praticidade que eles ofere­cem. O horário ampliado de fun­cionamento e o estacionamen­to grátis são facilidades que os clientes aproveitam, completa.

Maioria dos brasileiros vai presentear na data

Levantamento da Sera­sa, com o Instituto Opinion Box, mostra que 61% dos con­sumidores brasileiros preten­dem presentear alguém no Dia dos Namorados. A intenção de compra vem acompanhada de planejamento: 44% dos entre­vistados afirmam se organizar financeiramente para a data, enquanto 48% dizem econo­mizar para presentear em oca­siões especiais.

Entre os consumidores que devem comprar presentes, 24% planejam gastar mais do que no ano passado, enquanto 21% pretendem reduzir as des­pesas. Apesar dessas varia­ções, a maior parte dos en­trevistados afirma que devem investir até R$ 300 na celebra­ção (60%).

Maridos e esposas lideram a lista de destinatários dos presentes, seguidos por na­morados, namoradas e pelos chamados “ficantes”. Para a es­pecialista da Serasa em Educa­ção Financeira, Aline Vieira, o comportamento sugere que, mesmo diante de um cená­rio de maior atenção ao orça­mento, datas comemorativas continuam ocupando espaço nas prioridades de consumo.

Pela praticidade, os kits com perfumes também acabam atraindo mais os clientes. (Foto: Maria da Graça Marques/JTR)

“Ao invés de abrir mão da celebração, muitos consumi­dores têm optado por se pre­parar financeiramente para conciliar suas demonstrações de afeto com a vida financeira”, comenta. A pesquisa também aponta uma busca por equili­brar demonstrações de afe­to e planejamento financeiro, com a escolha de presentes de alto valor emocional, sem abrir mão do controle dos gastos.

Entre as categorias mais ci­tadas estão perfumes (35%) e roupas (32%), seguidos por presentes simbólicos (17%), chocolates (16%), refeições comemorativas (16%) e flores (15%). Os dados reforçam a es­tabilidade do comportamen­to de consumo observado nos últimos anos, com preferên­cias concentradas em catego­rias tradicionalmente associa­das ao Dia dos Namorados.

“As escolhas dos consumi­dores mostram um desejo de trazer mais significado para a celebração, indo muito além da compra de um presente”, fi­naliza a especialista da Serasa.

 Um modelo estratégico de inovação

Convidado da Associação Comercial de Pelotas (ACP) para falar sobre Inovação como es­tratégia central de negócios vencedores, o cientista e em­preendedor Fabrício Ogliari, na reunião-almoço “Tá na Hora” de terça-feira (9), trouxe o seu mo­delo de atuação em um merca­do inexplorado na região, insti­gando para a reflexão sobre o desenvolvimento de produtos e a competitividade empresarial.

Com seu exemplo de desen­volvimento empresarial, mos­trou como uma ideia pode ge­rar um negócio a partir de uma iniciativa bem embasada. Ci­rurgião-dentista de formação, Ogliari contou que, porto-ale­grense de nascimento, escolheu Pelotas para empreender. Sem nunca ter atendido a um pacien­te, conforme contou, optou por seguir para a área dos materiais odontológicos, dedicando-se à pesquisa.

E foi com a fundação da Yller Biomateriais que ingressou no mercado do segmento odonto­lógico, junto com a esposa Aline. “A Yller foi fundada em Pelotas e nós nunca mais saímos”, reitera o palestrante. Lembrando que a Inteligência Artificial (IA) não substitui a criatividade, Oglia­ri alertou que ela amplifica. “A inovação é a criatividade com utilidade. A invenção é a criati­vidade sem utilidade”, diz.

Citando os diferentes de­safios que já enfrentou, Oglia­ri também levou para a pales­tra a sua experiência com um novo negócio: o Oglee Tintas, um empreendimento voltado à construção civil, com foco no mercado de tintas industriais, conforme explicou.

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