Preços tornam o bacalhau mais escasso
Presença certa nas peixarias do Mercado Central no período anterior à Semana Santa, o bacalhau não é encontrado neste ano. Com o preço atual, não tem como comprar para botar à venda, explica o vendedor Jardel da Silva. “Não tem quem compre”, justifica. A alternativa oferecida são os peixes secos: a pescada, a pescadinha e a corvina, oferece. A mais barata é a pescada, que custa R$ 29,00 o quilo. Com ela desfiada, é possível fazer bolinhos, conta.
Em outra peixaria, existe a expectativa que o bacalhau chegue na próxima semana, sendo o cação seco a alternativa para quem quer antecipar a compra e garantir o produto para um dos tradicionais pratos da Semana Santa. O quilo do cação seco custa R$ 48,00, o mesmo preço do anjo, também apreciado para as receitas, principalmente de origem portuguesa. Para Maria Aparecida dos Santos, é a melhor substituição para enfrentar o preço do bacalhau.
Nos supermercados, onde também estão escassos, existe uma variação de preços e de cortes do peixe, que é importado. Quando congelado, está disponível em bolinhos, com embalagens vendidas por R$ 34,54. Em postas, a embalagem de 600 gramas com a variedade Gadus Morhua custa R$ 91,87. Em pedaços e embalados, são encontrados por R$ 49,00 na variedade Ling, cujo quilo tem o preço de R$ 142,90. Já a variedade Porto é comercializado a R$ 260,00 o quilo e fracionado em porções que custam a partir de R$ 68,00.
Quando se busca saber os aumentos que o produto teve no último ano, é possível encontrar reajustes de preços de mais de 200%, chegando o preço da variedade Porto a custar R$ 329,00 o quilo, ficando o Saithe por até R$ 169,00 e o Cod até R$ 239,00. A justificativa é da alta do dólar, diretamente relacionada ao produto que utiliza peixes de regiões frias do Hemisfério Norte.
Mas se o bacalhau está muito pouco acessível neste ano, as peixarias oferecem vários outros tipos de peixes e também o camarão, em diferentes tamanhos e com vários preços. Nos supermercados, 300 gramas de camarão cozido pode ser encontrado por R$ 35,90. Sardinhas e atuns em lata custam a partir de R$ 5,80 e R$ 8,99.
NRF 2026 aponta exigências dos consumidores
Em promoção da Regional Sul do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), os diretores da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) gaúcha, Gilmar Bazzanela e Sérgio Cogoy, contaram suas experiências na NRF 2026 – Retail’s Big Show, realizada em Nova Iorque. Em bate-papo com o gerente regional Ciro Vives, no Pelotas Parque Tecnológico, ambos destacaram as tendências para o varejo abordadas naquele que é o maior evento mundial para o setor.
Segundo Bazzanela, que esteve pela terceira vez na NRF, chamou muito a atenção a preocupação atual das empresas varejistas em conhecer os novos consumidores que estão no mercado, a chamada Geração Z. Mas não apenas eles, diz o empresário. As empresas estão atentas à necessidade de ter colaboradores que atendam aos diferentes públicos e às suas necessidades presencialmente. Caso contrário, reconhecem que perdem vendas para o mercado on-line.
Uma loja física precisa conhecer o seu consumidor e é a experiência que proporciona, e que conquista, ele para a venda. Nesse sentido, a Inteligência Artificial (IA), uma das questões levadas à NRF 2026, pode ter um papel muito importante, segundo Bazzanela. Lembrou Vives, neste contexto, que os consumidores estão mais exigentes.
Em várias visitas, de acordo com Cogoy, foi observado a tendência de investir em IA voltada ao ser humano, quando o foco é o varejo. “O atendimento tem que ter a visão de solução”, diz o empresário. O digital tem que se concretizar no presencial para o cliente. Não criar uma ilusão, reforçou Cogoy. “É importante ter uma visão externa do negócio, em uma posição de cliente, o que pode ajudar no processo” disse também, citando a importância dos apoios externos, como as capacitações para o varejo.
Como complemento do encontro, que teve a participação de empresários do varejo pelotense, mas também de alunos de cursos afins ao tema do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Pelotas, foram proporcionados momentos de networking, em que a troca de experiências completou o propósito do encontro de propiciar que novas ideias sejam compartilhadas.
Agenda
Dia 30/3 – Cipel reúne associados
O Centro das Indústrias de Pelotas (Cipel) realizará confraternização na segunda
feira, a partir das 18h30. Será um momento de aproximação entre os associados da entidade, voltado à integração, ao networking e ao fortalecimento das relações do setor industrial da cidade, explica a secretária executiva do Cipel, Alice Scholl. O local será a churrasqueira no Parque do Sesi, onde fica a sede da Casa da Indústria e do Cipel. A reunião-almoço prevista para este final do mês será remarcada, seguindo agenda da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).
Dia 31/3 – Eleição na ACP
Marcada para o próximo dia 31, em primeira chamada às 18h30, a assembleia ordinária da Associação Comercial de Pelotas (ACP) apreciará as contas da diretoria executiva de 2025 e aprovará a chapa que concorre à eleição da nova diretoria executiva para o biênio 2026/2028. A chapa única é encabeçada por Elisa Gioielli, atual diretora de Agronegócios, que deverá ser a terceira mulher a assumir a presidência. O local é o sétimo andar da sede da ACP no edifício Palácio do Comércio, na rua 7 de Setembro, 274. Podem participar os associados em pleno gozo de seus direitos.
Dia 2/4 – Posse no Secovi
Será no dia 2 de abril a solenidade de posse da diretoria do Secovi Zona Sul para a gestão 2026/2030. Segundo o presidente reeleito, Sérgio Cogoy, a posse será um momento de confraternização e de início de um novo ciclo à frente da entidade, que promete ser, pelos próximos quatro anos, de trabalho, articulação e valorização do mercado imobiliário da Zona Sul do Estado. O local será a Churrascaria Lobão, na avenida Bento Gonçalves, 3.460. O almoço será por adesões, com presenças confirmadas pelo WhatsApp (53) 981120080.



