Comunidade escolar de Piratini perde Mestre Chiquinho

Cortejo do Mestre Chiquinho teve homenagem de seus alunos (Foto: Nael Rosa/JTR)

Com a música Asa Branca, de Luiz Gonzaga, tocada pelos alunos da Escola Alaor Tarouco, a comunidade escolar, amigos e familiares se despediram na quarta-feira (9) de Francisco Carlos Bueno Almeida, ou simplesmente Mestre Chiquinho, que por uma boa parte de sua vida foi o responsável por ensinar aos colegiais de praticamente todas as escolas rurais e urbanas de Piratini os sons e notas extraídos de inúmeros instrumentos usados nas bandas marciais que regem anualmente o Desfile da Independência em 7 de setembro.

Para se despedir do músico que perdeu a luta contra o câncer, centenas de pessoas compareceram aos atos fúnebres concluídos com o sepultamento no Cemitério Municipal, saudando a passagem do cortejo com inúmeras salvas de palmas.

“Foi uma pessoa maravilhosa que estava sempre disposta a ajudar. Era simples, tinha um coração enorme e durante os três anos que fui a mor das bandas da Escola Antenor Elias de Matos e Carmosina Vaz Guimarães, não teve um só dia em que ele precisou levantar a voz para chamar a atenção de nenhum de nós”, disse a estudante de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Verônica Garcia, uma das aprendizes do instrutor.

Essa autoridade natural e sem a necessidade de ser ríspido, também foi destacada pela diretora do educandário Vera Moreira, Vilma Antunes.

“Nunca houve a necessidade de que eu ou outro professor ficasse junto a ele e aos estudantes durante os ensaios. Mestre Chiquinho dominava e era de uma autonomia enorme com as crianças e com muita paciência transmitia seus conhecimentos com muita paz aos alunos. Fez uma grande trabalho com as crianças do bairro Padre Reinaldo”, disse a professora.

Chiquinho deixa três filhos, entre eles Alissom Almeida, que segue os passos do pai e o substituiu na Parada Cívica este ano.

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