Prefeita de Pelotas avalia estragos causados pela chuva no Corredor do Obelisco

Prefeita Paula Mascarenhas durante visita a um dos pontos da cidade que passou por alagamentos, no Corredor do Obelisco (Foto: Gustavo Vara/Prefeitura de Pelotas)

Nesta quinta-feira (12), a prefeita Paula Mascarenhas visitou trecho do Corredor do Obelisco, onde a chuva causou alagamentos, chegando a invadir algumas residências na quarta-feira (11). No mesmo dia, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (Ssui), começou o trabalho de limpeza de valetas e desobstrução dos canais de escoamento. A ação deve durar até o início da próxima semana.

Mais de 84 toneladas de resíduos comprometiam os 50 metros do sistema de drenagem que foi desobstruído pela Ssui entre quarta e quinta-feira. A quantidade de entulhos, que incluíam restos de obras e móveis, causou o entupimento das valas e o alagamento da quadra entre as ruas 25 e 26 do Corredor do Obelisco.

Assim que a Defesa Civil e a Prefeitura foram informadas do problema, ainda na quarta, iniciou-se a força-tarefa que resultou na rápida solução do problema e motivou o início de intervenção na via, com a troca dos canos de drenagem e limpeza das valetas. “Em uma cidade plana como Pelotas, quando chove muito, o estrago é imenso”, disse Paula, enquanto observava o trabalho das equipes.

Segundo a prefeita, a expectativa é de que o tempo permaneça firme, para que a Prefeitura continue o trabalho de recuperação da cidade, já que vários outros pontos sofreram com o volume de chuvas dos últimos dias. De sexta-feira (6), quando começou a chover em Pelotas, até a noite de quarta-feira (11), os pluviômetros do Sanep registraram quase 230 milímetros de precipitações.

Melhorias
A chuva acima da média causou problemas para quem circula por áreas onde há alagamento pontual na cidade, como a Praça do Colono, a rua Gomes Carneiro e o Laranjal. A Prefeitura destaca, no entanto, que já existem projetos em andamento para requalificação da drenagem nestes pontos, o que deve resolver a questão.

A Vila dos Tocos, que também sofreu alagamento, a Prefeitura e o Sanep prepararam projeto específico, envolvendo o canal que passa pela localidade. A licença ambiental para a execução das obras foi liberada e o Poder Público espera a chegada de equipamentos alugados especificamente para este trabalho.

Em vários pontos atingidos, as intervenções da Administração Pública deram resultado. É o caso da avenida Bento Gonçalves, da Praça 20 de Setembro e da rua Doutor Amarante, além das ruas Desembargador André da Rocha e Henrique Dias, e das avenidas Pinheiro Machado e São Francisco de Paula.

Conscientização
Em meio ao trabalho das máquinas, caminhões e equipes, no Corredor do Obelisco, na tarde de quinta-feira (12), a quantidade de lixo em alguns pontos da localidade atestava o problema crônico enfrentado por moradores – o descarte de resíduos e entulhos em locais indevidos.

“Guarda-roupas, sofás, tudo é largado no canal. Quando a gente reclama, ainda é ameaçado. Por isso, não dá pra falar nada”, conta uma moradora que prefere não se identificar. Ela e o marido tiveram a casa invadida pelas águas na quarta-feira, e contaram com a pronta ação da Prefeitura que, com ajuda de retroescavadeiras, mesmo com chuva, abriu uma vala na rua – posteriormente preenchida com canos de concreto -, dando escoamento à água acumulada.

“Rapidinho eles chegaram e, em duas horas, não tinha mais água. Mas, foi complicado e nem dá pra culpar a Prefeitura, porque o pessoal não coopera”. A fala dela é confirmada pelo coordenador da Cosac Areal, Márcio Santos, que considera o descarte incorreto de resíduos um dos maiores desafios.

“A gente tenta conscientizar, mas o mais comum é limpar em um dia e no mesmo dia já ter gente colocando lixo. É o dinheiro público que vai pelo ralo e o sossego dos moradores que, em dia de chuvas fortes, sofrem com alagamentos causados por lixo nas valetas. Tiramos de tudo. O pessoal precisa entender que até um objeto menor, como uma calota de carro, pode entupir um cano e gerar estrago”, afirma Márcio.

Ecopontos
Diariamente, a Ssui e o Sanep recolhem mais de mil toneladas de lixo no município. Cerca de 750 toneladas são materiais descartados indevidamente em via pública. Mais de R$ 300 mil são gastos mensalmente com este trabalho, impedindo que os recursos sejam utilizados para construção de ecopontos.

Atualmente, Pelotas conta com quatro ecopontos que, juntos, recolhem em média 215 coletoras de resíduos. A meta é chegar a dez espaços até o final de 2020. Para este ano, a
expectativa é de inauguração de mais duas unidades – uma no Lindoia e a outra na Colônia Z3.

“O Ecoponto é um espaço para facilitar o descarte, a fim de que as pessoas não joguem lixo nas ruas e nas valetas, ajudando a cidade. O descarte incorreto causa alagamentos, doenças e outros transtornos à população”, enfatiza a prefeita.

Balsa é o quarto bairro a ganhar um Ecoponto

Os Ecopontos recebem móveis desmontados, lixo eletrônico, plásticos de origem domiciliar, restos de podas e jardinagem, pneus, papelão, vidros e metais, bem como resíduos de construção civil: aterro, argamassa, concreto e tijolos.

Onde ficam
· Ecoponto Centro – avenida Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, 3.195: de segunda a sábado, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

· Ecoponto Fragata – rua Epitácio Pessoa, 915, próximo da Coordenadoria de Serviços e Ações Comunitárias (Cosac): de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

· Ecoponto Laranjal – rua Bom Jesus, 95, no Balneário Valverde: de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h; e, aos sábados, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

· Ecoponto Balsa – rua Paulo Guilayn, 201, próximo da Coordenadoria de Serviços e Ações Comunitárias (Cosac): de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h; e, aos sábados, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

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