
A Brigada Militar, por intermédio do Policiamento Ambiental, realizou na sexta-feira (30), duas operações de patrulhamento aquático no sul do Estado, com foco no combate à pesca predatória e na preservação dos ecossistemas aquáticos. As ações ocorreram no Canal São Gonçalo, entre Pelotas e a Lagoa Mirim, e na Lagoa dos Patos, na região de Rio Grande.
No Canal São Gonçalo, a operação foi conduzida pela 3ª Companhia Independente de Polícia Ambiental (3ª Cia Ind PAmb), em cumprimento a uma Ordem de Serviço voltada à fiscalização das atividades pesqueiras. Durante o patrulhamento, diversas embarcações foram abordadas, e os tripulantes receberam orientações sobre o período de defeso vigente e sobre a malha de rede permitida, conforme a legislação ambiental.
Ao longo da ação, os policiais recolheram cerca de 50 metros de rede de pesca com malha proibida de 40 milímetros, além de aproximadamente 50 metros de espinhel, ambos armados na água de forma irregular e sem identificação. O responsável pelos petrechos não foi localizado no momento da fiscalização. Todo o material foi apreendido e a ocorrência será encaminhada aos órgãos competentes.
Já na Lagoa dos Patos, a guarnição da Brigada Militar de Rio Grande, com apoio da 56ª Operação Golfinho, realizou patrulhamento embarcado durante a noite, com o objetivo de coibir a captura ilegal de camarão e outros crimes ambientais na região estuarina. A fiscalização percorreu áreas consideradas estratégicas, como a costa da Ilha dos Marinheiros, a orla da Quitéria e outros pontos críticos.
Durante a operação, foram localizadas diversas redes do tipo “saco” e redes de arrasto conhecidas como “berimbau”, petrecho de uso proibido por seu alto poder predatório. Ao todo, foram apreendidas 79 redes do tipo saco, somando cerca de 2.370 metros, além de 41 baterias. Aproximadamente 185 quilos de camarão foram encontrados e devolvidos vivos ao ambiente natural. Nenhum responsável foi identificado no local.
A Brigada Militar reforça que as ações de policiamento ambiental têm como objetivo proteger os recursos naturais, garantir a sustentabilidade da atividade pesqueira e combater práticas ilegais que causam danos aos ecossistemas e prejuízos aos pescadores que atuam dentro da legalidade.



