
Por Laura de Andrade
Diretora-executiva da Abess, mestre em Gestão Educacional, especialista em Educação Especial e Inclusiva e Gestão Pública
Recentemente, celebramos a Independência do Brasil, marco que simboliza a ruptura com o colonialismo e a busca por autonomia. Contudo, a verdadeira independência de uma nação só se concretiza quando todos os seus cidadãos têm assegurados seus direitos, sua liberdade e sua participação plena na sociedade.
É também neste mês que celebramos o Setembro Verde, campanha nacional dedicada à conscientização sobre a inclusão das pessoas com deficiência. Essa iniciativa chama atenção para a necessidade de combater o preconceito, o capacitismo e todas as barreiras que ainda excluem milhares de brasileiros e brasileiras no exercício pleno da cidadania. O Setembro Verde nos convida a pensar a inclusão não como uma obrigação ou favor, mas como um direito que deve ser garantido por toda a sociedade e que seja naturalizado.
O Brasil, por sua história, é um dos países mais diversos do mundo, resultado da integração de diferentes povos e culturas. Essa diversidade é motivo de orgulho, mas também exige compromisso: transformar a pluralidade em prática social efetiva. E é na escola que esse compromisso ganha força. O ambiente escolar é o espaço privilegiado para a formação da cidadania e para a construção de uma cultura inclusiva, onde todas as crianças e jovens, com e sem deficiência, tenham assegurado o direito de aprender, conviver e se desenvolver em igualdade de condições.
Ao conectar a celebração da Independência do Brasil ao Setembro Verde, reforçamos que a liberdade de um povo só é plena quando acompanhada de inclusão e respeito à diversidade humana. Reconhecer e valorizar as singularidades de cada pessoa e garantir acesso a todos os espaços sociais e educacionais são passos indispensáveis para a construção de uma nação verdadeiramente independente e justa para todos.
A escola, como instituição formadora, deve ser protagonista nesse processo, ensinando que a diversidade não é obstáculo, mas sim um valor essencial para o desenvolvimento social. Promover a inclusão desde cedo é preparar o caminho para um Brasil mais igualitário, democrático e humano.



