Agosto Dourado – Mês de incentivo ao Aleitamento Materno

Mônica Duarte, nutricionista especialista em Saúde da Criança e da Família. (Foto: Divulgação)

Mônica Duarte
Nutricionista especialista em Saúde da Criança e da Família

Estamos na semana do Aleitamento Materno (AM), momento para incentivar e voltar o nosso olhar para a nutrição infantil. O leite materno é considerado o padrão ouro em alimentação infantil, sendo estudado por milhares de especialistas por conter benefícios inclusive prolongados na vida adulta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o AM exclusivamente por 6 meses e complementado por 2 anos ou mais.

O leite materno é uma combinação complexa e dinâmica de vários nutrientes e substâncias bioativas, como imunoglobulinas, proteínas, gorduras e carboidratos, que atendem às necessidades nutricionais das crianças em diferentes fases da vida. Costuma-se dizer que existe um leite materno para cada criança, pois ele tem a capacidade de se adaptar a necessidade delas. Tanto que o leite humano deve ser de mãe para filho, e somente em casos de leite humano pasteurizado, advindo de Bancos de Leite Humano, pode ser ofertado para bebês que não podem ser amamentados.

Vários estudos comprovam que crianças amamentadas apresentam melhores taxas de imunidade, além de desenvolvimento e crescimento adequados. Inclusive, um recente estudo, publicado em 2025, analisou a microbiota intestinal de bebês alimentados com Leite Materno Exclusivo (LME) e não alimentados, e apontou que as crianças em Aleitamento Materno Exclusivo (AME) apresentam menores taxas de micro-organismos patógenos (que fazem mal ao organismo). Em contra partida, os não alimentados com LME apresentaram uma disbiose intestinal (desequilíbrio da flora intestinal) o que é porta aberta para doenças inflamatórias, alergias, gripes, resfriados entre outras doenças.

Além dos benefícios para as crianças, não podemos deixar de citar os ganhos para as mães. Destaca-se, principalmente, o fator protetor para o câncer de mama, assim como a criação do vínculo mãe-bebê, que reduz taxas de depressão pós-parto. Ainda, reduz o risco de hemorragia e anemia pós-parto. Mas nem tudo são flores quando falamos de AM, o processo de amamentar é trabalhoso e pode ser estressante para muitas mulheres, por isso, contar com o apoio da família, comunidade e órgãos privados e públicos é tão importante.