São Lourenço do Sul produziu cerca de 54 mil toneladas de soja

Foto: Catarine Thiel/JTR

Na safra 2019/2020, o Brasil foi considerado o maior produtor de soja do mundo, com produção de 124.845 milhões de toneladas, segundo dados da Embrapa Soja. A área plantada no país foi de 36.950 milhões de hectares, tornado a cultura a mais destacada no cenário agrícola brasileiro.

Em São Lourenço do Sul, na última safra foram plantados 40 mil hectares de soja, com uma produtividade estimada de 1.350 quilo por hectare, totalizando 54 mil toneladas. Embora seja um número alto, esse valor representa uma redução de 55% em relação às safras anteriores. Um dos principais fatores para esta perda na produção foi a estiagem durante o processo de formação dos grãos. Neste período, a planta necessita de água para realizar o enchimento dos grãos e na safra passada, pode-se observar grãos muitas vezes secos ou pequenos.

Porém, os produtores seguem confiantes e se preparam para uma nova safra. Conforme estimativas da Emater/RS-Ascar, serão plantados 42 mil hectares de soja, dois mil hectares a mais que na safra passada. Esse aumento se deve aos bons preços pagos aos produtores na última safra. A expectativa é que na safra 2020/2021 sejam colhidos 3 mil kg/hectare, mas isso depende das boas condições climáticas. “O principal componente que tem afetado a cultura é a estiagem”, afirma o extensionista da Emater, Paulo Wetzel, destacando que presença de chuvas regulares favorece a produção.

Estimativa da Emater/RS-Ascar é de 42 mil hectares de plantação da soja na próxima safra. Foto: Catarine Thiel/JTR

A rotação da soja com o arroz tem chamado atenção de muitos produtores que têm investido nesta técnica. A rotação traz benefícios para as duas culturas, como ganhos na fertilidade do solo e no controle de ervas daninhas, além de rentabilidade financeira. No município, a Emater estima que 10 mil hectares estejam em rotação com o arroz, nas terras baixas.

A soja traz muita rentabilidade e não necessita um manejo intenso durante toda a safra. Foi esse motivo que chamou atenção da família Wendler, da Picada Sabão, do 6º Distrito, que escolheu a cultura como uma forma de diversificar a renda da propriedade, que antes dependia apenas do tabaco.

Para começar a produção, a família investiu em uma colheitadeira, um caminhão para escoar a produção, um novo trator com cabine, como também novos implementos, dentre eles: pulverizador, grade niveladora, subsoladores e graneleiro.

Família Wendler produz soja como forma de diversificar a renda na propriedade localizada no 6º Distrito. Foto: Catarine Thiel/JTR

Na safra 2020/2021, eles irão plantar, aproximadamente, 100 hectares com soja. Desta área, 80% é arrendada e 20% terra própria. A expectativa da família é que seja colhido bem mais que na última safra, em que foram colhidos 118 mil quilos, uma média de 1.200 kg/hectare. Além disso, serão plantados 70 mil pés de fumo.

Enviar comentário

Envie um comentário!
Digite o seu nome