RS confirma gripe aviária em aves de subsistência no norte do Estado

Caso foi registrado em Coqueiros do Sul e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul nem do Brasil, mantendo inalterado o comércio de produtos avícolas e o consumo seguro de carne de frango e ovos. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária, em aves de subsistência. A ocorrência foi registrada no município de Coqueiros do Sul, na região Norte do Estado, e confirmada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP).

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação recebida no dia 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

Segundo a Secretaria da Agricultura, o foco ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera a condição sanitária do Rio Grande do Sul e do Brasil como áreas livres da doença em plantéis comerciais. Dessa forma, o caso não gera impactos ao comércio de produtos avícolas nem às exportações.

O governo estadual também reforça que não há risco para a população no consumo de carne de frango e ovos, já que a gripe aviária não é transmitida por alimentos.

Como medida preventiva, o Serviço Veterinário Oficial do Estado realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de dez quilômetros do foco, além de desenvolver ações de orientação e conscientização junto aos produtores.

A influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que atinge principalmente aves, mas pode infectar mamíferos e, raramente, seres humanos. A recomendação é que a população não manuseie aves doentes ou mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita de casos com alta mortalidade ou sinais respiratórios e neurológicos à Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp da Secretaria da Agricultura.

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