Verão impulsiona turismo e concentra maior movimentação econômica em São Lourenço do Sul

Setores de vendas e hospedagens sentem impacto positivo nessa época do ano. (Foto: Tatiane Klumb/JTR)

A temporada de verão é o período de maior fluxo turístico em São Lourenço do Sul e concentra a principal movimentação econômica do município. Principalmente influenciada pelos feriados de Nossa Senhora dos Navegantes/Iemanjá e Carnaval, a presença de visitantes impulsiona a geração de empregos, renda e demanda em diversos setores, com reflexos diretos na arrecadação e no fortalecimento da economia local.

Segundo a secretária da Fazenda, Elis Regina Wiegand Mendes, o aumento no fluxo de turistas beneficia diferentes tipos de empreendimentos e evidencia a importância estratégica da estação para o município. “A economia do município cresce principalmente impulsionada pelos setores de turismo, comércio, alimentação, serviços e eventos. Além disso, a economia solidária, representada pelos ambulantes que comercializam alimentos na orla da praia, desempenha papel relevante nesse processo. Todo esse conjunto de atividades contribui significativamente para o fortalecimento da economia local e para o aumento da arrecadação municipal através do ICMS”, disse.

Entre os setores mais impactados está o de hospedagem, que inclui hotéis, pousadas e imóveis destinados à locação por temporada. Matheus Behling atua há alguns anos como intermediário de aluguéis na cidade, recebendo hóspedes por meio do aplicativo Airbnb e também de forma direta, com clientes recorrentes ou por indicação. Segundo ele, a atividade é especialmente lucrativa durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, considerados de alta temporada. “Uma casa bem localizada e estruturada pode render algo em torno de R$ 6 mil a R$ 12 mil por mês, dependendo da quantidade de diárias ocupadas, padrão do imóvel e se tem piscina e aquecimento, por exemplo”, apontou.

Apesar disso, Behling observa uma redução no movimento em relação ao verão anterior. De acordo com ele, os turistas seguem presentes, mas estão mais cautelosos e seletivos, deixando as reservas para mais perto da data da viagem e buscando preços mais baixos. “Acredito que seja um conjunto de fatores: Situação econômica, com as pessoas gastando menos em viagens; Aumento de ofertas (mais casas e apartamentos anunciados); Custos mais altos de combustível, alimentação e estadia; Muitas famílias optando por viagens mais curtas ou destinos alternativos. São Lourenço continua sendo um destino muito procurado, mas hoje o turista está mais seletivo e sensível a preço”, explicou.

No setor de alimentação, o restaurante Casa da Fazenda, localizado na Praia da Barrinha, aposta em um cardápio com perfil caseiro como diferencial. Segundo a proprietária, Maura Leitzke, esse é um dos principais atrativos para os turistas. “Temos um cardápio com comida mais caseira o que realmente é o nosso diferencial. Além disso, o cardápio de lanches também é bem sortido”, contou. Ela destaca que o verão é o período mais aguardado do ano, por concentrar o maior movimento e, consequentemente, o melhor desempenho financeiro do restaurante.

Maura também observa mudanças no perfil da temporada atual. Segundo ela, o fluxo de turistas começou mais cedo neste verão, em razão da chegada antecipada do calor. “O movimento de turistas é maior, mas com menos tempo de permanência na cidade”, avaliou.

Já no comércio, a loja Rebojo, situada na Praia das Nereidas, aposta na identidade local como estratégia. A empresa lourenciana oferece produtos personalizados sobre São Lourenço do Sul, que vão de vestuário a lembranças e bebidas de fabricação local. Entre as coleções estão a estampa “De boa na lagoa” e itens personalizados do Bloco Ziriguidum.

Os proprietários Alexandre Jansen e Aline Vilela ressaltam que o verão é decisivo para o desempenho da loja. Apesar de funcionar durante todo o ano, com horários reduzidos e foco nas vendas online, é na temporada que ocorre a maior parte do faturamento. “As vendas de dezembro até o Carnaval, quando o movimento começa a diminuir na cidade, representam em torno de 60 à 70% das vendas do ano todo, então acaba sendo a época que praticamente não fechamos a loja. Sendo uma temporada curta, temos que aproveitar o tempo que temos”, pontuaram.

Segundo eles, os turistas buscam principalmente lembranças da cidade. “Muita gente faz coleção de itens bem tradicionais de viagem, como imãs e chaveiros, entre outras coisas. Camisetas também são bastante procuradas”, concluem.