Na manhã de quarta-feira (4), os prefeitos da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) se reuniram para articular estratégias envolvendo a resolução dos estragos provocados pelas chuvas. Também participaram da reunião deputados e representantes da Defesa Civil.
Amanhã (5), eles cumprirão agenda em Porto Alegre com os secretários estaduais Otomar Viviam, da Casa Civil e Agostinho Meirelles, da Articulação e Apoio aos Municípios. A expectativa é de que o governador Eduardo Leite também receba a comitiva da região.
Até o momento, as prefeituras de Canguçu, Pedras Altas, Arroio Grande e São Lourenço do Sul e Piratini anunciaram a decretação de situação de emergência. Os demais prefeitos estão com equipes trabalhando no levantamento dos estragos para avaliar a possibilidade do decreto.
“A situação é grave em todas as localidades. Não temos recursos para custeio ou recuperação das avarias em pontes e estradas, onde os problemas são mais acentuados. Precisamos que o governo estadual envolva-se no problema e busque conosco recursos federais”, disse o presidente da Azonasul, Mauro Nolasco (PT), prefeito de Capão do Leão.
Durante as reuniões, será apresentado um documento reivindicatório coletivo apontando as dificuldades atravessadas pelas administrações e alguns números pontuais de vias com problemas e pontes interditadas. Dentre os pedidos em âmbito estadual, a Azonasul reivindica a homologação dos decretos de emergência; a transferência de recursos para a recuperação das estradas vicinais; recuperação das rodovias estaduais danificadas pela chuva; cedência de maquinário para melhorias de estrada e, principalmente, o protagonismo do governo do Estado para a liberação de recursos federais aos municípios.
Já para o governo federal, o documento solicita prioridade no pagamento das emendas parlamentares aos municípios da região que estejam cadastrados no sistema da Defesa Civil; e liberação de recursos e linhas de crédito e recursos para a recuperação de pontes e estradas.
Ainda, os prefeitos da Azonasul se reunirão com a secretária estadual de Saúde, Arita Bergman, para discutir a implementação da Planificação e o novo formato de financiamento da atenção básica à saúde. As duas pautas estão gerando insegurança por parte dos gestores, que buscam esclarecer dúvidas.




