Deputado Federal realiza audiência e cobra obras estratégicas nas pontes e estradas

A audiência pública, proposta pelo deputado federal Afonso Hamm (PP), cobrou soluções efetivas do Governo Federal e dos órgãos responsáveis para os gargalos logísticos que afetam as regiões. (Foto: Divulgação)

O estado crítico das rodovias e, principalmente, das pontes no Rio Grande do Sul foi tema de um debate na Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, na terça-feira, dia 4. A audiência pública, proposta pelo deputado federal Afonso Hamm (PP), cobrou soluções efetivas do Governo Federal e dos órgãos responsáveis para os gargalos logísticos que afetam as regiões.

O parlamentar destacou que a situação se tornou um problema sistêmico, comprometendo a mobilidade, o escoamento da produção e a segurança da população. Em pauta, quatro pontes estratégicas que operam em sistema PARE E SIGA no Rio Grande do Sul. São elas:

  • Ponte do Fandango, na BR-153, em Cachoeira do Sul;
  • Ponte sobre o Rio Jacuí, na BR-471, em Rio Pardo;
  • Ponte do Salso, na BR-290, em Santa Margarida do Sul;
  • Ponte do Sabugueiro, na BR-293, também conhecida como ponte do Piratinizinho, em Piratini.

Participaram da audiência a Secretária Nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, o Diretor de Obras Públicas do Ministério dos Transportes, Alan Machado, o Diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, Fábio Nunes, além de representantes da Confederação Nacional do Transporte (CNT), da ANTT e o presidente da Azonasul e prefeito de Pinheiro Machado, Ronaldo Madruga.

Durante a reunião, o deputado Afonso Hamm destacou a urgência de esclarecimentos objetivos sobre o andamento das obras e a necessidade de soluções efetivas para garantir segurança e fluidez no tráfego.

A ponte sobre o Rio Piratinizinho, localizada no Km 68,9 da BR-293, no município de Piratini, é uma das estruturas mais afetadas e foi tema de debate. Esta ponte é considerada fundamental para a interligação entre a Fronteira Oeste, a Região da Campanha e o Porto de Rio Grande.

O presidente da Azonasul, Ronaldo Madruga (PP) relatou as dificuldades enfrentadas pelas comunidades afetadas na região próxima a Piratini e Pinheiro Machado. “Há momentos em que a ponte fica completamente interditada. Já tivemos até o caso de uma ambulância que acabou virando ao tentar atravessar. É uma situação que compromete o atendimento à saúde e a circulação de mercadorias”, lamentou.

Desde o Carnaval, a ponte opera em sistema “Pare e Siga”.  Afonso Hamm relatou que a ponte é interditada praticamente todas as semanas e foi novamente interditada devido a problemas com chuvas, causando risco permanente de acidentes. Hamm criticou a lentidão do DNIT e a falta de prazos definidos.

Próximos passos

Durante a audiência, foi dada uma resposta sobre a solução para a ponte sobre Rio Piratinizinho. Os representantes do Ministério dos Transportes e do DNIT, informaram que a obra já possui um Plano de Trabalho com valor e prazos definidos:

Os representantes informaram que já estão de posse da minuta de contrato para a obra de reforma da estrutura, cujo investimento será de R$ 3 milhões. O diretor Fábio Nunes destacou que os escoramentos necessários já foram realizados e que o DNIT está concluindo o processo para viabilizar o início das obras.

Segundo ele, o contrato será assinado na sexta-feira, com prazo de 120 dias para execução. Fábio também justificou que as chuvas intensas de agosto provocaram atrasos no cronograma inicialmente previsto.

Ao final, o deputado Hamm reforçou que seguirá acompanhando o tema de perto. “Essas pontes são vitais para o desenvolvimento regional e não podem continuar oferecendo riscos à população. É dever do poder público garantir que as obras avancem com responsabilidade e celeridade”, conclui.

A audiência teve como encaminhamento a formalização de um relatório com as demandas e prazos apresentados, que será encaminhado ao Ministério dos Transportes e ao DNIT para acompanhamento contínuo pela Comissão de Viação e Transportes.