Famurs e HidroviasRS discutem urgência de dragagem e desassoreamento dos rios

As medidas para remoção de resíduos de rios, lagos e lagoas visam manter a navegabilidade nesses canais. (Foto: Guilherme Pedrotti)

Em virtude das cheias e inundações que atingiram o RS, modificando o leito de diversos rios gaúchos, a Famurs e a HidroviasRS manifestaram preocupação com a necessidade urgente de realizar a dragagem e desassoreamento dos grandes rios e do Lago Guaíba. O assunto foi tema de um encontro com o presidente Marcelo Arruda, na manhã desta quarta-feira (19), na sede da Famurs.

As medidas para remoção de resíduos de rios, lagos e lagoas visam manter a navegabilidade nesses canais, garantindo atuais e futuras operações de transporte e logística, além de ampliar a capacidade de investimentos em diversos municípios, e gerar emprego, renda e desenvolvimento.

De acordo com o diretor da HidroviasRS e vice-presidente da Farsul, Fábio Avancini Rodrigues, é necessária a realização de dragagens e desassoreamentos de forma contínua. Com as chuvas, se faz ainda mais necessário e urgente a realização de estudos para viabilizar o transporte hidroviário no RS.

Conforme o diretor-técnico da HidroviasRS, Sérgio Kirsch, por conta das modificações dos leitos, novos estudos deverão ser realizados para saber qual investimento será necessário. No entanto, as operações e mão de obra que o RS pode perder futuramente é maior que o investimento a ser realizado neste momento, explicou.

O presidente da Famurs, Marcelo Arruda, que também é prefeito de Barra do Rio Azul, sinalizou que será necessário quanto antes realizar o levantamento de custos e alternativas, para apresentar aos governos do Estado e federal, a fim de buscar recursos para a iniciativa. “Precisamos atuar para transformar a tragédia [das chuvas] em uma oportunidade de avançar nessa pauta”, reforçou.

A reunião contou com a presença do superintendente Administrativo e Financeiro da Famurs, Rogenio Cavalar; e dos assessores técnicos de Segurança Pública, Mobilidade e Trânsito da Famurs, Roberson Cardoso e Manoela Guns. (Foto: Guilherme Pedrotti)

A reunião contou ainda com a presença do superintendente Administrativo e Financeiro da Famurs, Rogenio Cavalar; e dos assessores técnicos de Segurança Pública, Mobilidade e Trânsito da Famurs, Roberson Cardoso e Manoela Guns.

Dragagem e desassoreamento

A dragagem é o processo de limpeza e desobstrução que ajuda a retirar sedimentos (terra, areia, rochas, lixo) do fundo de rios, lagos, portos, oceanos, canais e lagoas industriais por meio de diversos métodos e tecnologias. O processo é realizado por dragas, embarcações com estrutura própria para realizar o trabalho de desassoreamento, a fim de aumentar ou estabilizar a profundidade desses locais e permitir a movimentação de navios maiores.

A dragagem é realizada tanto para conter o assoreamento dos rios – causado pela erosão, desmatamento, práticas agrícolas inadequadas e ocupações urbanas –, como para situações provocadas por chuvas intensas e continuas.

Os resíduos removidos recebem tratamento correto para, após, serem encaminhados para aterro autorizado ou para outro tipo de descarte de conteúdo dragado.

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