Maria Angélica Nachtgal Folha
Poeta
Sempre só ao compasso do vento
Ao sol do vento
Sigo só e em semente
Arando a terra
Plantando o restante da semente
Ao passar do catavento
Levo as minhas incertezas
De viver só, vida só, só e só
Os lados esquerdo e direito
Indicam uma direção
Não estou perdida não!
E mergulho em águas duvidosas
Uma onda de cada vez
Bolhas de esperança, ilusão
Lucidez! Essa já era
Busco o alívio do sufoco
Ao emergir da onda, mudança
Que permite meu viver
E assim só remando
A natureza misteriosa
Os sentimentos!
Falsos esses!
Sedutores, talvez?
De uma pobre poeta.




