Por Maria Angélica Nachtigal Folha
Poetisa
Quem bole com as letras
Desembaralhar o sentimento
Caído, subido e esquecido
Não há letra que não revele
O nada que a natureza traduz
O poeta esse eterno bandoleiro
Estica daqui o verbo amar
Assim a luz de bolir
Ao ser suas costuras de tecido,
Entrelinhas e ar
Na margem do tecido cravado
Com símbolos imortais
De poetas atemporais
Teimosos de não serem
Perecíveis ao relógio
A navalha do tempo
E memórias.




