
*Com informações da Assessoria de Imprensa
As exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul somaram US$ 16,8 bilhões em 2025, alta de 2,8% sobre 2024, ante crescimento de 2,1% na quantidade vendida e de 0,7% nos preços médios, segundo dados oficiais e estimativas setoriais.
O desempenho positivo ocorreu apesar do aumento de barreiras ao comércio com os Estados Unidos, principal destino dos produtos industriais gaúchos. Após a ampliação de tarifas sobre bens brasileiros pelo governo norte-americano, os embarques gaúchos para aquele mercado entre agosto e dezembro de 2025 somaram US$ 497,7 milhões, queda de 37% frente ao mesmo período de 2024. No acumulado do ano, as exportações ao país recuaram 10,8%. Dados oficiais mostram que parte significativa das exportações brasileiras segue sujeita a tarifas elevadas de importação nos EUA.
Especialistas e lideranças empresariais dizem que a medida reduziu a competitividade de produtos brasileiros no mercado norte-americano, embora não haja consenso sobre o impacto total no fluxo de vendas.
A expansão das exportações gaúchas foi mais fraca na segunda metade de 2025. No primeiro trimestre, houve crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período de 2024; entre abril e junho, o avanço foi de 4,4%. No terceiro trimestre, a alta caiu para 1,4% e, no último trimestre do ano, as exportações se mantiveram praticamente estáveis, com apenas 0,2% de aumento.
A análise setorial indica desempenho heterogêneo. Dos 23 segmentos da indústria de transformação, 11 registraram crescimento em 2025. Os principais destaques positivos foram tabaco (+11,2%) e veículos automotores (+27,8%). Em contrapartida, recuaram as exportações de máquinas e equipamentos (-11,7%) e produtos de metal (-14,2%).
No campo das importações, o Rio Grande do Sul registrou alta de 3,4% em 2025, chegando a US$ 13,4 bilhões. O maior volume importado foi de automóveis, camionetas e utilitários, com cerca de US$ 2,2 bilhões em compras, principalmente da Argentina.
Analistas alertam que as tarifas aplicadas pelos EUA podem ter impacto prolongado sobre a indústria exportadora brasileira, e que negociações comerciais entre Brasília e Washington seguem em curso para ajustar as condições de acesso ao mercado norte-americano.



