PTB, resposta a Bolsonaro e paralisação dos caminhoneiros

PTB ORIENTA APOIO AO PRESIDENTE E CONTRA O PSDB

O Partido Trabalhista Brasileiro em Pelotas recebeu orientação da Executiva Nacional para apoiar o Presidente Jair Bolsonaro, sem partido, e atuar em oposição aos governos de Paula Mascarenhas e Eduardo Leite.

Tal determinação do PTB Nacional poderá causar uma debandada de filiados que ocupam cargos, tanto no governo municipal, quanto no estadual, sobretudo porque a sigla e seus filiados ocupam grande espaço de poder político junto ao PSDB.

PRESIDENTE DO TSE RESPONDE BOLSONARO

Na última quinta-feira (9), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Luís Roberto Barroso, em reunião do órgão, proferiu um forte discurso em resposta às manifestações do Presidente Bolsonaro.

Barroso declarou que Bolsonaro ataca o TSE no caso do voto impresso porque não tem coragem de atacar o Congresso, que rejeitou e arquivou o projeto.

CORRIDA AOS POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

Desde a noite da última quarta-feira (8), a população de Pelotas e região saiu em disparada na direção dos postos de combustíveis. Amedrontados pela possível paralisação dos caminhoneiros, a falta de confiança na estabilidade dos preços provoca nos cidadãos essa insegurança, que cria um pico de consumo desnecessário e gera, além do desabastecimento, o aumento nos preços.

Essa é uma regra básica da economia: a maior procura por qualquer produto causa a falta deste e, quem o tem, vende por um valor maior. Dentre estes produtos, estão os combustíveis, pois em Santa Catarina, em decorrência da paralisação dos caminhoneiros, os proprietários de postos alteraram valores em razão da grande procura pelo produto.

PARALISAÇÃO DOS CAMINHONEIROS É UM TIRO NO PÉ DO GOVERNO

Faz-se necessário informar a você, leitor (a), que a paralisação dos caminhoneiros não teve a adesão de todos. Além disso, cabe lembrar que a paralisação é um tiro no pé do Governo Federal. Quando um produto não percorre o caminho da indústria até o consumidor, isso causa desabastecimento e, por consequência, o aumento dos preços.

Percebendo isso, o Presidente gravou um áudio na quarta-feira (08), de noite, pedindo para os caminhoneiros encerrarem as paralisações. Faltando um ano para as eleições presidenciais, a inflação é alta, os combustíveis têm valores impraticáveis para qualquer atividade que utilize veículos automotores, além dos altos índices de desemprego, de pessoas passando fome e do enfrentamento da pandemia.

Mergulhado neste cenário, o que menos o governo Bolsonaro precisa é de confusão, dizendo que não vai cumprir determinações judiciais do STF, voltando a defender voto impresso que já foi rejeitado pelo Congresso, requerendo a saída de ministros do STF, a não punição para quem publica Fake News, além de continuar defendendo Roberto Jeferson e Cia.

REUNIÃO DOS BRICS

Na última quinta-feira (09), pela manhã, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, participou da reunião do BRICS – grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O encontro contou com a presença dos presidentes da China, Xi Jinping, assim como Vladimir Putin, da Rússia, Cyril Ramaphosa, da África do Sul, e Narendra Modi, da Índia.
Na reunião, Bolsonaro mudou o tom do discurso e afirmou que a parceria com a China “tem se mostrado essencial para a gestão adequada da pandemia no Brasil”, já que parte das vacinas contra a Covid-19 aplicadas no Brasil tem insumos do país asiático.

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