O turismo existe em Pelotas?

Sérgio Corrêa, jornalista e radialista.

Quando se fala de turismo em Pelotas, surge um conjunto de informações subjetivas, isto é, pertinente ou característica de um indivíduo, individual, pessoal, particular, que pertence ao sujeito pensante e a seu íntimo.

Ultrapassando a fronteira do pensamento individual sobre turismo, encontraremos as estruturas de estado responsáveis pela elaboração de políticas públicas de fomento ao turismo que são o Executivo Municipal, através da Secretaria de Turismo, a Câmara de Vereadores, o Conselho Municipal do Turismo e também a Secretaria Estadual de Turismo.

Somados a estes, a iniciativa privada também ocupa seu lugar de fala sobre turismo, pois é responsável direta pelo bem receber através da hotelaria, dos restaurantes, das casas de diversões, dos serviços de transporte, do comércio de doces e outros produtos que são oferecidos para o turista comprar em termos de bens ou usufruir em serviços.

Milhares de municípios brasileiros sonham com o turismo como fonte de renda e desenvolvimento. No Rio Grande do Sul temos os exemplos de Canela com 79 anos e Gramado com 69 anos que deixaram de ser distritos da cidade de Taquara, tornando-se, os municípios com maior número apartamentos disponíveis em hotelaria no estado.

Outro exemplo é a cidade de Encantado que era apenas uma mera expectativa econômica, até que Estrela despontou no firmamento político-administrativo do Rio Grande do Sul. Das terras desmembradas de Taquari, restaram localizadas as colônias denominadas Guaporé e Encantado, vindo os colonos a se estabelecer nesta última.

Encantado, com 108 anos, que traz em suas raízes a participação de povos indígenas, assim como da colonização italiana e alemã, mudou o cenário turístico regional com a construção do Cristo Protetor que atualmente leva milhares de turistas ao município.

A cidade de Pelotas está prestes a completar 211 anos e possui um dos mais belos complexos arquitetônicos no centro histórico, assim como os imóveis das charqueadas, os teatros Sete de Abril e Guarany e sobretudo um acervo cultural material e imaterial conquistados pela tradição doceira que se assemelha aos países europeus.
Tudo isso é inegável, no entanto, o turismo é pensado como fonte de renda e desenvolvimento em Pelotas?

A falta de pequenas ações do executivo ou do legislativo demonstram claramente o descaso com o turista, vamos elencar apenas duas situações de forma a contribuir com a Prefeita e com os vereadores para que tomem alguma providência, caso queiram sequer pensar sobre a possibilidade de falar em turismo.

Primeiro materializo aqui relatos de pessoas idosas, cidadãos e cidadãs pelotenses que vivenciam o risco diário de serem atropelados por jovens ciclistas que transitam em alta velocidade em meio às pessoas no calçadão de Pelotas. Um turista da terceira idade certamente não deseja esse tipo de aventura que causa medo e apreensão com risco de vida. Alguma providência tem que ser tomada, o calçadão é destinado a pedestres ou ciclistas?

Após receber de um cidadão da região, que tem residência em Pelotas e atividade profissional como agropecuarista em Arroio Grande, os comprovantes da privação do uso da cidade e do espaço público pelo cidadão, patrocinado pelo Poder Executivo através do estacionamento rotativo que não prevê um mínimo de tolerância no período de tempo pago, percebe-se com maior clareza que não há interesse outro que não seja o simples faturamento, o ganho, sem o menor respeito ao cidadão pelotense, quanto mais ao turista.

Este cidadão comprou o ticket para estacionar por 32 minutos, quando completaram 33 minutos a fiscal multou o veículo, um minuto, apenas um minuto havia passado, ele retirou o automóvel com apenas três minutos de atraso, e se fosse um turista?

Turismo em Pelotas será pauta para a campanha eleitoral do ano que vem, nós já estamos contribuindo. Obrigado senhor Elton Caniela.

 

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