O poder está nas mãos do povo

Sérgio Corrêa, jornalista e radialista.

Na última quinta-feira (4), o povo brasileiro mostrou ao mundo porque nos orgulhamos de ser brasileiro. Em diversas cidades do país, em atos em defesa da Democracia, foi lida a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito.
Quinta-feira, 11 de agosto de 2022, o dia em que vivemos a maior lição sobre democracia dos últimos 33 anos é o mesmo dia que se celebra a criação dos cursos de Direito no Brasil.
Na USP, no auditório da Faculdade de Direito de São Paulo, uniram-se de mãos dadas e em defesa do Estado Democrático de Direito, professores, alunos e representantes da UNE – União Nacional dos Estudantes; representantes da Igreja Católica, da Umbanda, e outras religiões; representantes da FIESP – Federação das Indústrias de São Paulo; FEBRABAM – Federação Brasileira de Bancos; e da CUT – Central Única dos Trabalhadores, dentre tantas outras pessoas que representavam todos os setores da sociedade brasileira.

O poder está nas mãos no povo 

No último domingo, aconteceu o primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Estado do Rio Grande do sul, transmitido pela Rede Bandeirantes de Televisão.

Num determinado momento, conforme sorteio prévio, um candidato fez uma pergunta a outro candidato. A referida pergunta que supostamente pode ter causado surpresa para alguns foi a seguinte: qual obra foi executada na Zona Sul nos últimos anos?
Esta pergunta a coluna faz desde sua criação. E, desde então não há respostas por parte dos políticos, uma vez que, não foram realizadas obras! A Zona Sul não é vista como prioridade há muitos anos.

A afirmação no parágrafo anterior suscita uma pergunta: o que é prioridade?
No caso em questão, entende-se como prioridade a atuação do estado em uma determinada região, auxiliando um ou mais municípios para conjuntamente promoverem o desenvolvimento, melhorando a vida das pessoas.

Contudo, para que as necessidades de uma região se tornem prioridades de um governo, seja ele municipal, estadual ou federal é necessário representação política, isto é, a região necessita eleger vereadores, deputados, tanto estaduais, quanto federais e senadores que possam se utilizar da representação política nas tratativas com o executivo apresentando as demandas prioritárias.

Além da representação no legislativo, temos a representação no executivo, pois prefeito, governador e presidente da república iniciam a carreira política com base eleitoral em uma determinada região, onde nasceu ou onde mora e trabalha.

A história tem sido a prova real de que prefeitos e governadores, em razão da limitação de quatro anos de mandato, chegando a oito com a reeleição, querem seguir a carreira política. Assembleias Estaduais, Câmara e Senado Federal são os caminhos mais prováveis, alguns não descartam a Presidência da República.

Pensando na próxima eleição, o prefeito busca atender bem a cidade como um todo, contudo, fará um pouquinho mais pelo seu bairro. Já o governador atende o estado por inteiro, mas com um olhar especial para a sua cidade e sua região.

O Presidente da República, por sua vez, tem a chave do cofre e pode transformar o estado e o município em que nasceu, assim como todos os outros.

Dentre todos os meios eficazes para transformar uma necessidade em prioridade e a prioridade em realidade executada, esta o voto.

O estado é nosso, é uma propriedade do povo, e nós (povo), temos nos revelado péssimos gestores do nosso negócio (o estado). Pois é através do voto que contratamos e demitimos os políticos que devem trabalhar por nós e para nós.

Se o político não te representar e não lutar pela sua região, basta não reeleger, e o melhor, você eleitor não precisa demiti-lo pessoalmente como deve fazer o proprietário de qualquer empresa. A democracia permite que você promova as mudanças através do voto.