Memória e Surpresa

Sérgio Corrêa.

MEMÓRIA

Apenas para lembrar sobre o alerta que a coluna fez na edição da semana passada. A revogação do decreto que obrigava o uso de máscara e outras medidas de proteção contra a covid-19 foi recebida pela população com excesso de confiança.

O novo decreto faculta a cada pessoa às medidas de proteção para participar de atividades diárias incluindo festas, shows e outros eventos. A decisão de usar ou não a máscara agora é de cada um!

Voltar a abraçar, beijar e estar próximo de pessoas que amamos, possibilitando o convívio social é tudo o que desejamos, porém, é necessário lembrar que tudo isso proporciona prazer, e nosso cérebro não vê perigo nisso, até porque, estas foram atitudes de uma vida inteira, até a chegada da covid-19, em 2020.

Após registrarmos nossa preocupação diante do comportamento das pessoas com um suposto retorno da normalidade, na última quarta-feira (18) o Governo do Estado do Rio Grande do Sul emitiu alerta para todas as regiões, o motivo foi o aumento do número novos casos da covid-19. Nosso alerta continua valendo.

SURPRESA 

Na quarta-feira, dia 11, não foi surpresa a decisão do Presidente da República de trocar o ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque. Bolsonaro tem falado muito que está insatisfeito com o preço dos combustíveis, trocou o presidente da PETROBRAS pela segunda vez e agora o ministro de Minas e Energia.

A opinião desse colunista é de que as falas do presidente são apenas discursos para agradar seus eleitores, pois se trocou o ministro o que poderia esperar o povo no discurso de posse do novo ministro Adolfo Sachsida? Esperava-se qualquer fala sobre medidas para controlar ou reduzir os preços dos combustíveis!

Surpresa foi o novo ministro em seu discurso de posse, não falar uma palavra se quer sobre preços de combustíveis, mas falar em privatizar a Petrobrás e já está agindo para isso.

Aguardem que na campanha eleitoral, não será surpresa ouvir Bolsonaro falar que tentou de todas as formas conter o avanço dos preços dos combustíveis, mas não deixaram.
Ele dirá que trocou o presidente da Petrobrás por duas vezes, trocou o ministro, dirá que tentou tudo o que foi possível, mas lembre-se alguém ou alguma força invisível será responsabilizada por tudo isso.

Qualquer Presidente da República pode determinar que a Petrobrás possa operar com preços desvinculados do mercado internacional. Ela já operou assim em outros governos e os preços dos combustíveis estavam de acordo com a nossa realidade econômica, isto é, mais baixos.

Para conhecimento de todos, passo a relatar fielmente parte do texto publicado no Blog Petrobrás Fatos e Dados que diz o seguinte: “além do pagamento de dividendos a União, a Petrobras também contribui para a sociedade com o pagamento de tributos e participações governamentais para o governo federal, estados e municípios. Entre pagamentos de tributos realizados nos 12 meses e os dividendos em 2021, os repasses ao poder público somam R$ 158 bilhões”.

Além dos valores citados acima de maio a julho de 2022 a Petrobrás vai pagar ao governo federal R$ 31,5 bilhões em dividendos. Dá tranquilamente para promover algum tipo de intervenção nos preços dos combustíveis, dinheiro não falta.

SURPRESA II

Quarta-feira, dia 18 de maio, eu estava assistindo o Jornal da RBS TV das 19 horas, quando anunciaram a assinatura de documentação para construção de um novo porto no estado, na cidade de Rondinha, litoral norte do estado. Lideranças afirmaram que a obra começa em 2023.

As alegações para construção desse empreendimento são a redução de custos no transporte de cargas de Porto Alegre, Caxias e região serrana, assim como Passo Fundo e região, até Rondinha do que para Rio Grande. O valor dos pedágios tem influência.
Fiquei literalmente surpreso, pois tivemos um governador que foi prefeito de Caxias do Sul e poderia ter liderado o projeto de construção de um porto no litoral norte e o senhor José Ivo Sartori não o fez, mesmo sendo natural da região.

Agora, na gestão de um governador nascido em Pelotas é anunciado com pompa e circunstância o projeto que distancia cada vez mais a Zona Sul do desenvolvimento e abre concorrência para o Porto de Rio Grande! E não me venham com esse papo que Eduardo Leite está fora do governo, ainda está dando as cartas sim.

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