Festa clandestina

Relato do colunista: na última sexta-feira, 5 de março, tomei conhecimento de uma festa clandestina e fui conferir. Não foi surpresa! Realmente aconteceu. Minha campana começou próximo da 1h da madrugada de sábado. Percebi que alguns foram em seus veículos e outros em carros de aplicativos, os números apontavam entre 40 e 50 pessoas.
Aguardei até as 3h para tomar a decisão de ligar para as autoridades investidas de competência para coibir esse tipo de ação, de acordo com decreto vigente.

Após ligar para o 190 da Brigada Militar (BM), onde fui bem atendido, fiz a denúncia e fiquei aguardando a chegada dos policiais, o que não aconteceu. Então minha expectativa transferiu-se para a Guarda Municipal, por meio do telefone 153. Pior ainda! Foram várias tentativas para o 153 que, aceitava a chamada, apresentava um sinal sonoro e ficava mudo.

A sensação de impotência tinha o cenário perfeito: as trevas da noite, o obscurantismo dos festeiros e a inércia das forças de segurança que deveriam proteger médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas de uma nova sobrecarga de trabalho nos hospitais, cuidando de pacientes com Covid-19.

Após 1 hora de espera, enquanto meu otimismo lutava contra a realidade, decidi ligar para a BM outra vez. Eram 4h, madrugada de sábado, e eu já contava mais com a força divina do sol, do que com uma atitude das forças de segurança para terminar aquela festa. Mesmo assim liguei e novamente fui bem atendido, porém sem resultado efetivo.

As forças de segurança deveriam atuar preventivamente cuidando da população que está à mercê dos festeiros clandestinos, suicidas e homicidas que, irresponsavelmente, espalham o vírus contaminando outras pessoas. Forças de segurança, que até as 6h30 de sábado, que foi quando o cansaço me venceu, não apareceram, ratificando a ideia de que “não dá nada”.

Lockdown
A partir das 20h de hoje (12), Pelotas entrará em lockdown até as 5h de segunda-feira (15). O aumento do número de casos e de óbitos no município pressionou a estrutura de saúde, levando a 100% de ocupação dos leitos de UTI, além de 11 óbitos em apenas dois dias.

Na última semana, a prefeita Paula Mascarenhas avisou por meio de uma live nas redes sociais, transmitida às 12h de sexta-feira (5), que Pelotas entraria em lockdown a partir das 6h da manhã de sábado (6) até as 5h de segunda-feira (8).

Esse aviso, no início do mês, período em que a população recebeu salário, aposentadoria ou outros benefícios, causou um festival de aglomerações nos supermercados.

Diante do atual cenário, a prefeita optou por repetir o lockdown, porém, desta vez, a chefe do Executivo usou o bom senso e avisou a população na terça-feira (9) para que não houvesse aglomerações em supermercados.

Cerrito
Planejamento é tudo! O município de Cerrito, que desde o início da pandemia apostou na testagem como medida essencial para identificar a transmissão e o contágio, continua testando a população e obtendo bons resultados no combate à Covid-19.

Os testes em Cerrito ganharam um engajamento tão grande que prefeitos da região que visitam o município também são testados.

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