João Francisco de Castro Collares
Professor
Vivemos tempos desafiadores. Em um momento em que a sociedade clama por justiça, segurança e respeito à Constituição, é preocupante perceber que instituições que deveriam proteger o povo parecem, muitas vezes, favorecer a impunidade. Essa inversão de valores alimenta um ciclo de violência, desordem e descrença nas estruturas do Estado.
A reação popular, expressa em manifestações, redes sociais e no apoio crescente aos agentes de segurança, revela que o povo brasileiro ainda preserva o desejo de viver em paz, sob os pilares de “Ordem e Progresso”. Esse sentimento coletivo é um sinal de que a chama da cidadania e da liberdade ainda arde no coração da nação.
Contudo, é urgente que despertemos para a necessidade de proteger nossa Pátria. Entregar o Brasil a projetos de poder autoritários, sejam eles travestidos de populismo ou de ideologias totalitárias, é renunciar à pluralidade, à liberdade de expressão e à alternância de poder, fundamentos essenciais de qualquer democracia verdadeira.
A democracia brasileira, embora resiliente, está sob constante ameaça. A tentativa de impor uma narrativa única, sustentada por instituições que deveriam servir ao povo e não o oprimir, é um sinal alarmante. A liberdade de imprensa, a independência dos poderes e o respeito à Constituição de 1988, nossa Carta Magna, devem ser inegociáveis.
É nesse contexto que muitos brasileiros voltam seus olhos às Forças Armadas, esperando delas uma postura firme na defesa da legalidade e da soberania nacional. A omissão, em momentos cruciais, pode ser tão danosa quanto a ação autoritária. A Constituição deve ser cumprida por todos, inclusive por aqueles que ocupam os mais altos cargos da República.
No cenário internacional, líderes das Américas têm se unido contra o narcotráfico e regimes autoritários. O presidente do Equador, Daniel Noboa, enfrenta uma grave crise de segurança e propôs a instalação de bases militares estrangeiras para combater cartéis e gangues transnacionais. Na Argentina, Javier Milei tem se posicionado firmemente contra o socialismo autoritário e em defesa da liberdade econômica. Santiago Peña, no Paraguai, também tem reforçado o combate ao crime organizado e à corrupção. Nos Estados Unidos, Donald Trump lançou a “Operação Lança do Sul”, uma ofensiva militar para eliminar narco terroristas na América Latina.
Esses líderes formam uma frente continental que busca restaurar a ordem, proteger suas nações e reafirmar os valores democráticos. O Brasil não pode ficar à margem desse movimento. É preciso que cada cidadão se torne um defensor da democracia real, aquela que serve ao povo, e não apenas aos poderosos.
A história nos ensina que a liberdade é conquistada e mantida com coragem e vigilância.
Que possamos, juntos, reconstruir a confiança nacional e garantir um futuro digno para as próximas gerações.
Age, pois. Age já. O Brasil clama por justiça, liberdade e verdade.




