Cerrito, um exemplo a ser seguido no momento!
Na quarta-feira (12), no programa Hora Marcada na Rádio Tupanci, conversei com o prefeito de Cerrito, Douglas Silveira (PP). Na entrevista, ele relatou os bons resultados obtidos – até o momento – com o protocolo elaborado pelo município.
Naquele dia, a cidade de 6 mil habitantes, registrava 11 casos de coronavírus. Desse total, cinco infectados por parentes em Pedro Osório, um contraiu o vírus na cirurgia oncológica realizada em Pelotas e os outros cinco tiveram contato com positivados.
Cerrito que estava recebendo do governo do Estado, aproximadamente 10 a 20 testes mensais, resolveu que o controle do contágio seria feito por meio de fiscalizações, barreiras sanitárias e testagem. Para testagem, adquiriu 400 testes e passou a testar a população, utilizando três tipos de testes, o RT-PCR, o IgM e IgG e o teste rápido.
Atualmente, todo morador que apresentar sintomas gripais, faz o teste que é oferecido pelo município. Se o resultado for positivo, o primeiro passo é colocar o paciente em isolamento monitorado, depois, num prazo de três dias, testar os familiares e pessoas que tiveram contato com o positivado.
A terceira etapa acontece durante o isolamento, quando o paciente é testado a cada sete dias, até que o resultado seja negativo.
Até o momento, esta estratégia de controle, permite a identificação da pessoa positivada e a linha de contágio, evitando novos casos. O prefeito anunciou a aquisição de mais testes, além da continuidade da fiscalização e das barreiras sanitárias diárias, inclusive sábados e domingos.
As equipes de saúde testaram, aproximadamente, 600 pessoas, são 10% da população. Perguntei sobre o engajamento da população no processo de distanciamento e prevenção. O prefeito respondeu: “a população entendeu e aderiu aos cuidados e precauções necessários”.
Opinião do colunista: o engajamento da população cerritense é, sem dúvida, o resultado de um pacto, onde o poder público, como parte, cumpre o seu dever, oferecendo à população a garantia de ser testada nos primeiros sintomas, sejam eles de uma simples gripe ou algo mais complexo. A outra parte é a população que, por sua vez, ao receber essa garantia de assistência à saúde, sente-se devedora e cumpre as regras de distanciamento e proteção individual.
R$ 44,5 milhões
Motivado pela fala da prefeita de Pelotas, em live realizada na primeira semana de agosto, quando a mesma falou que os R$ 44,5 milhões destinados pelo governo federal ao município não haviam chegado. Na terça-feira (11), em outra live, esse colunista perguntou: dos R$ 44,5 milhões destinados a Pelotas, quanto já foi pago e está disponível para a saúde e quanto está no caixa livre?
A prefeita afirmou o seguinte: “os R$ 44 milhões não chegaram, estão vindo em parcelas, eu pedi a assessoria de comunicação – Ascom – que organize junto as secretarias, uma planilha para deixar claro para a sociedade. Não tenho nada a esconder sobre estes recursos que vem, um pouco para saúde, um pouco para assistência social e já estão destinados a gente sabe em que vai usar e também um pouco, aliás uma boa parte, a maior parte para recuperar a perda de receita dos municípios, para pagar a folha, no nosso caso para pagar precatório, para pagar fornecedor, enfim, para fazer frente as necessidades dos serviços públicos. Na verdade nós nunca nos negamos a prestar as informações necessárias, isso virou um mote, assim os R$ 44 milhões”.
Na tarde do mesmo dia, a planilha onde consta o recebimento de R$ 22 milhões enviados pelo governo federal, foi publicada nas redes sociais da Prefeitura, onde pode ser visualizado.
Esta coluna coloca à disposição este espaço jornalístico a qualquer pessoa correlacionada ao conteúdo publicado, preservando o direito ao contraditório.



