Dia do Médico, Comitiva, Aviso e Perdidos

Sérgio Corrêa.

Dia do Médico

Na última segunda-feira (18), a Santa Casa de Pelotas, por meio do Conselho Deliberativo, Mesa Administrativa e Direção, juntamente com seus colaboradores, homenagearam médicos e médicas em cerimônia realizada no espaço do novo Centro Clínico da Santa Casa. A coluna homenageia médicos e médicas, profissionais que transformam vidas e proporcionam que o amanhã seja um recomeço.

Comitiva

Uma comitiva composta por vereadores da região viajou a Brasília para mobilizar autoridades em favor da manutenção do projeto inicial que previa a construção do Hospital Escola da UFPel com 364 leitos. Isto ocorreu porque recentemente o projeto foi redimensionado e o número de leitos reduzido para 250.

Comitiva II

Ao olhar rapidamente a lista com o nome dos vereadores, é possível afirmar que a grande maioria está no primeiro mandato e, provavelmente, não conhece Brasília, ou melhor, não conhecia!

Nada mais justo para um político conhecer a capital federal do país. Local onde são tomadas as grandes decisões e onde a língua falada não é a do povo ou de gente simples, humilde e educada, que usa a forma de tratamento “senhor” ou “senhora”. Em Brasília tem que ser “excelência” ou “vossa excelência”, afinal, ao longo da história, reis foram e ainda são reverenciados.

Comitiva III

Falando em Rei, vou profetizar o óbvio: algum vereador, sem noção da real dimensão do seu tamanho na política, deslumbrado com o que viu em Brasília, voltará pensando em concorrer a deputado ano que vem.

Comitiva IV

Voltando ao assunto sobre o que faz essa comitiva em Brasília, o que causa surpresa a esse colunista é a falta de articulação política da região. Faço tal afirmação porque os responsáveis e supostamente maiores interessados que a saúde tenha mais recursos, mais médicos e um hospital regional, são os prefeitos!
Isso não quer dizer que o vereador não tenha interesse pela saúde. Contudo, se o atendimento em saúde no município é ruim, a população responsabiliza o prefeito, pois ele é o gestor. O prefeito e o secretário de saúde sofrem juntos o desgaste político.
Isso quer dizer que quem deveria estar em Brasília de forma articulada com vereadores, deputados e senadores, seriam os prefeitos! São eles os maiores interessados em um hospital regional 100% SUS. Ou não?

Comitiva V

Informação: para quem não sabe, os recursos para as obras, assim como o custeio do Hospital Escola – UFPel que estamos falando, são provenientes do Ministério da Educação. Então, caros leitores, farei minha análise política e você terá o direito de concordar ou não. Concordando ou discordando, sua atitude será positiva, pois, assim como eu, estará avaliando o trabalho daqueles que colocamos na política para nos representar.

Passemos então a uma pequena análise: uma comitiva de vereadores, liderada por um vereador do PSDB, partido duplamente rival do Presidente da República nas figuras de João Dória e Eduardo Leite, sem a presença de prefeitos, vai bater na porta do governo Bolsonaro. Governo este que reduziu verbas da educação, que está preocupado em viabilizar recursos para o Auxilio Brasil (antigo Bolsa Família) sem estourar o teto dos gastos, que vive declarando guerra contra seus inimigos e não esconde isso de ninguém e que tem no cadastro de desafetos o ex-reitor da UFPel, Pedro Hallal. Esta comitiva define a estada em Brasília como mobilização. E você leitor(a), o que pensa?

Percorridas estas configurações políticas, acredito que esse é um assunto pra gente grande!

Aviso

Na quarta-feira (20), o Governo do Estado emitiu aviso de alerta para a região Covid de Pelotas (R21), que apresentou incidência de novos casos, chegando a 112,5 casos por 100 mil habitantes – 20% a mais que na semana anterior. Essa incidência é a segunda maior do estado entre as 21 regiões.

Perdidos

A Prefeitura de Pelotas está colocando seu próprio sistema de informações em descrédito, tornando as informações do painel Covid Pelotas não confiáveis. Num dia os dados sobre ocupações de leitos de enfermaria e de UTI estavam acima dos 100% de ocupação e 24h depois estavam entre 50 e 70%.

Com as informações sobre público vacinado, a situação foi pior ainda. Em um dia o painel apontava 242 mil pessoas vacinadas com a primeira dose, no outro 272 mil e 24h depois baixou para 243 mil. A mesma situação ocorreu com a segunda dose, porém com outros números.

 

 

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