Comemorar o Natal como cristão

Sérgio Corrêa, jornalista e radialista.

Desde que me conheço por gente, como dizia minha avó, aprendi que Natal é tempo de união, de perdão, de nascimento de Cristo, é tempo de amor. Representa o nascimento daquele que veio para semear o amor, para unir pessoas, aquele que trouxe a boa nova, um novo tempo, uma nova vida de esperança e união.

COMEMORAR O NATAL COMO CRISTÃO II
A cada ano celebramos com alegria o Natal, o nascimento do menino Jesus, o cristo, o filho de Deus. Meses depois, na Semana Santa, choramos sua morte, mas quem o matou? O próprio homem. Aquele que tem sede de poder, o homem falso, mentiroso, que junto com outros tantos homens e mulheres não aceitavam a chegada do rei dos reis, filho de Maria, uma virgem e de José, um simples carpinteiro, o filho de Deus.

Que tipo de ameaça Jesus representava na época, que perigo poderia causar um homem com hábitos simples, sem bens materiais, sem títulos de nobreza, sem um exército?
Jesus era dotado de uma arma poderosa, “a palavra”!

COMEMORAR O NATAL COMO CRISTÃO III
A palavra é arma poderosa, tem o poder de construir, porém destrói com força igual ou superior.

Lembremos do Evangelho Segundo João: I Prólogo – NO PRINCÍPIO era o Verbo, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus.

Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia vida e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas e as trevas não a compreenderam.

Jesus disse: “Dai a Cesar o que é de Cesar” é uma sentença que pertence a uma passagem bíblica do evangelho de Mateus, mais especificamente no seu capítulo vinte e dois e faz referência a Judeia, atualmente Israel, antiga província romana. Jesus Cristo, nessa passagem, teria sido abordado por alguns fariseus que o questionaram se ele incentivava os judeus a não pagarem os impostos devidos aos romanos. A resposta dada a tal questionamento foi: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, referindo-se ao imperador romano César. Ou seja, Jesus afirma que não devemos misturar questões políticas e econômicas com questões religiosas.

COMEMORAR O NATAL COMO CRISTÃO IV
Mais de dois mil anos se passaram e a sentença proferida por Jesus Cristo, “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, continua tão atual quanto naquela época, porém, os cristãos de hoje ainda não aprenderam que Jesus afirmou que não devemos misturar questões políticas e econômicas com questões religiosas.

Para os brasileiros nascidos de 1985, período inicial da redemocratização, até hoje, será o primeiro Natal que a população brasileira terá que encontrar respostas para seus próprios atos que dividiram famílias, puseram fim a amizades e outras atitudes que retratam a divisão vivida no país.

Já que misturaram política com religião, embora cristo tenha dito que não se deve fazer isso, aos cristãos e aos políticos cabem algumas perguntas: existe um cristo de direita e outro de esquerda?

Em Mateus 22: 39 está escrito, ame o seu próximo como a si mesmo. O que ou quem me incentiva a odiar e desejar o mal ao meu próximo, o padre, o pastor, o espírita ou algum político? Ódio é um sentimento que foi ensinado e propagado por Cristo?

COMEMORAR O NATAL COMO CRISTÃO V
Cristo usou a palavra que é luz, é conhecimento para libertar as pessoas das trevas do desconhecimento e da ignorância. A palavra de Cristo sempre somou, uniu, nunca dividiu, a palavra de Cristo é amor não é ódio.

A palavra é tão poderosa que causa medo principalmente em alguns políticos, outro dia chamou minha atenção a camiseta de um homem negro, aparentemente com mais de 50 anos, que estampava a seguinte frase: “quando se nasce pobre, ser estudioso é o maior ato de rebeldia contra o sistema”.

A população que não estuda e tem pouco conhecimento, vive oprimida e mergulhada na desigualdade social seja pelo desemprego ou pela renda muito pequena, diante de tantas dificuldades resta a fé, por isso trago aqui a palavra de Cristo, que é libertadora e não alienadora como desejam alguns religiosos e políticos.

“Sempre que o amor morrer, morre uma parte de nós, e Cristo morre junto”.

Feliz Natal