Batalhas da Revolução Farroupilha em Pelotas

A partir da tomada da cidade de Pelotas, em 7 de abril de 1836, os comandantes rebeldes ordenaram que suas tropas acampassem junto ao arroio Santa Bárbara para passarem despercebidas por quem invadisse a cidade. E foi exatamente isso o que aconteceu no dia seguinte. Por volta das 6h do dia 8 de abril, o coronel Legalista Albano de Oliveira Bueno entra em Pelotas com sua tropa e, quando acreditava ter tomado a cidade sem resistência, foi surpreendido pelas tropas farrapas. Atacado, recuou até o Passo dos Negros, próximo do entroncamento do arroio Pelotas com o canal São Gonçalo, já que ali esperava contar com o apoio da Barca Liberal e a Canhoneira Oceano para atravessar o canal em direção a Rio Grande, onde estaria protegido. Mas os barcos estavam em outra batalha e, depois de uma noite sob o fogo cerrado dos farrapos onde morreu a maioria de seus homens, o coronel Albano foi capturado. Mas não termina aí a grande batalha naval no canal São Gonçalo.

Em 1 de junho de 1836, os farrapos reuniram no Passo dos Negros um exército de 800 cavalarianos, 200 homens de infantaria e cinco canhões, com apoio de quatro navios da esquadra revolucionária: o Brigue Bento Gonçalves, o Patacho 20 de setembro e o Palhabote 24 de outubro. Tudo isso para tentar vencer a marinha imperial que já estava ali com os canhoneiros Oceano e São Pedro Duarte, além da Barca Liberal. Por volta das 5 horas da manhã, a tropa farroupilha abre fogo, dando início ao derradeiro ato da Batalha do Passo dos Negros, considerada a primeira batalha naval da Revolução Farroupilha (02 de junho de 1836).

Depois de sete horas de intenso tiroteio, a flotilha imperial se retira e a Barca Liberal, com sua máquina esfacelada, é levada a reboque por outros barcos.
Duas horas depois de encerrado o tiroteio, as tropas farrapas iniciam a transposição do canal São Gonçalo. A batalha estava ganha e o objetivo atingido.

Naquela batalha, a Canhoneira São Pedro Duarte perdeu um de seus canhões, que afundou no canal São Gonçalo, ficando submersa até 1937, quando foi retirado das águas. O canhão está exposto na praça fronteira ao quartel do 4º BPM da Brigada Militar, na avenida Bento Gonçalves.

Assim sendo, quando começa o mês farroupilha, relembramos essas batalhas para que a fibra e a luta do povo gaúcho nunca sejam esquecidas, tanto no passado quanto no presente.

Grato a todos pela atenção.

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