2022 SERÁ UM ANO DE MUITOS CONFLITOS
Nem saímos da pandemia e estamos assistindo a invasão Russa na Ucrânia. Sei que há questões geopolíticas, econômicas, de acesso a rotas de navegação, interesses da indústria de armas e principalmente de soberania. Cada parte envolvida defende seus interesses, sobretudo porque conta com o apoio de países aliados. Contudo, no mundo globalizado que vivemos, todos sofreremos algum tipo de consequência. Em poucos dias, a inflação e alteração no preço dos combustíveis será uma dentre várias que resultarão desse conflito.
O QUE A PANDEMIA NOS ENSINOU
Após dois anos de pandemia assolando a população humana na terra, lembro-me de ter ouvido inúmeras vezes as seguintes frases: a pandemia veio para nos ensinar muitas coisas; a pandemia vai nos ensinar o verdadeiro significado de empatia (Psicologicamente, empatia é a capacidade de você sentir o que outra pessoa sente, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela, ou seja: procurar experimentar de forma objetiva e racional o que sente o outro a fim de tentar compreender sentimentos e emoções.) e para encerrar a frase emblemática vamos sair da pandemia pessoas melhores. Será?
MANIFESTAÇÃO
Até o encerramento da coluna, por volta de meio-dia da última quinta-feira, o governo brasileiro ainda não havia se manifestado com relação à invasão Russa. Certamente quando o jornal físico chegar até você leitor, o governo deve ter se manifestado.
CONFLITOS
Pelo andar da carruagem a disputa pelo poder provocará muitos conflitos antes, durante e depois das eleições no Brasil em 2022.
Os primeiros capítulos são os conflitos internos dentro do PSDB onde o governador Eduardo Leite, após ter sido derrotado nas prévias do partido, declarou publicamente que iria apoiar João Dória, candidato vencedor. Passados alguns meses, inconformado, o governador gaúcho busca novas façanhas, concorrer por outro partido.
CONFLITOS
O presidente, candidato Bolsonaro, e seus apoiadores vão continuar em defesa do voto impresso, colocando em dúvida a segurança da urna eletrônica.
CONFLITOS
As redes sociais serão armas poderosas a serviço da mentira, das notícias falsas, da difamação e da divisão do povo brasileiro.
CONFLITOS
Assim como as dualidades da vida, o sol e a lua, o dia e a noite, o frio e o calor, o fogo e a água, creio ser possível afirmar que este ano teremos candidatos opostos em todos os sentidos e partidos que terão que se unir em federações ou coligações. Isso facilita a percepção do eleitor na identificação dos candidatos oportunistas, que no segundo turno oferecem apoio em troca de espaço de poder.
OLHAR SOBRE A POLÍTICA
Volto a relembrar nossos eleitores da Zona Sul, voto útil, voto válido é aquele que você destina a candidatos da Zona Sul. Faço um alerta aos partidos políticos: apresentem candidatos que tenham condições de conquistar uma cadeira tanto na Assembleia Legislativa Estadual, quanto no Congresso Nacional.
Vereadores de Pelotas eleitos para o primeiro mandato com menos de dois mil votos já anunciam candidaturas a Deputado Estadual. Com todo respeito a estes legítimos representantes de 2 mil eleitores, num universo de 240 mil, cabe lembrar que outros 238 mil eleitores não votaram em vossas senhorias.
A título de informação: na eleição de outubro próximo, se o Rio Grande do Sul registrar os 6.835.866 milhões de votos válidos apurados na eleição de 2018, para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa gaúcha serão necessários 124.228 mil votos.
Sem coligação na proporcional, só há uma perspectiva. O partido tem que ser bom de voto e o candidato melhor ainda, caso contrário, estaremos como sempre lançando inúmeras candidaturas sem chances, mas é direito de cada um acreditar que tem voto para tal intento.
Boa sorte!
Estamos no Brasil do início do ano, vamos aguardar o Brasil do fim do ano!




