100 dias de governo Fernando Marroni em Pelotas

Sérgio Corrêa, jornalista e radialista.

Os dois primeiros parágrafos de um vídeo institucional descreveram a Pelotas vista pelo atual governo nos primeiros 100 dias de mandato da seguinte forma: “Pelotas é feita de história, feita de luta, de fé, de tradição, mas também é feita de esperança, de sonhos que resistem, de gente que, mesmo diante da dificuldade não desiste.

Assumimos o governo com a certeza de que antes de avançar era preciso reconstruir, essa reconstrução começou pela verdade, enfrentamos um déficit de quase R$ 290 milhões.
Herança pesada! Máquinas quebradas, descrédito com fornecedores, serviços paralisados, servidores desmotivados. Mas quem ama Pelotas não recua; arregaça as mangas e começa.

No Dia Nacional do Prefeito, no dia 11 de abril, o prefeito Fernando Marroni (PT), juntamente com o secretariado, recebeu profissionais da imprensa no saguão da Prefeitura para a apresentação das ações do Executivo nos primeiros 100 dias de governo.
Nesta edição, reproduzimos a fala do prefeito sobre educação, saúde e zeladoria.

Educação

Marroni – “Estamos retratando nossos desafios nesses 100 dias na Prefeitura e, sobretudo, na questão da gestão de pessoas. É muito comum as pessoas imaginarem o seguinte: o prefeito enviou para a Câmara o pedido para contratação de professor, merendeira e auxiliar de ensino porque a escola não pode deixar de funcionar. Os vereadores, a quem agradeço e a cidade agradece, prontamente aprovaram. Então, por que até agora nós não conseguimos preencher todas as vagas? O setor público é diferente do privado. Eu tenho uma lista de professores aprovados em um concurso o qual eu sou obrigado a chamar o primeiro e dar 15 dias para ele(a) se apresentar. Se ele(a) não se apresenta, eu tenho que chamar o segundo e a lei determina que seja dado 15 dias.

Contudo, esta não é a única dificuldade. Nós estamos perdendo profissionais para Capão do Leão, São Lourenço do Sul, Rio Grande e outros municípios porque nosso padrão de pagamento da Prefeitura é algo que não atrai ninguém para trabalhar em Pelotas.
Estas são duas das dificuldades que estamos tendo para os contratos emergenciais, mas conseguimos avanços na educação, que é um dos principais compromissos nossos. Criança não pode ficar fora da escola. Mas há outro entendimento: não existe no Sistema Nacional de Educação a obrigatoriedade de atender crianças de 0 a 3 anos. Nessa faixa é a creche, no entanto, o entendimento da Constituição é que a vida estudantil da pessoa inicia no zero e não tem limite. Por vezes, o entendimento do Ministério Público é que a Prefeitura tem obrigação e, assim, o MP determina que a Prefeitura cumpra com a oferta de vaga”.

Saúde

Marroni – “Na saúde, estamos muito próximos de assinar um novo contrato com os prestadores de serviços, os hospitais, laboratórios da Universidade Católica e UFPel.
Com o novo teto MAC – limite de recursos financeiros destinados a ações e serviços de saúde de média e alta complexidade, com mais de 11 milhões de reais, apresentamos ao ministro (Alexandre) Padilha (Saúde), que garantiu este recurso a mais para contratação de especialidades e cirurgias para que possamos avançar, é uma prioridade do governo. Catorze milhões de cirurgias já foram feitas no país com este programa do Mais Especialidades, Mais Cirurgias.

Isso está muito próximo de acontecer e da gente contratar os hospitais e poder atender essa demanda, já diminuímos fila de oncologia, por exemplo, aumentamos o número de médicos, enfim… Estamos trabalhando com uma perspectiva muito importante, que é Pelotas ter uma Policlínica Regional com investimento de 30 milhões de reais. Vai ser muito importante para a nossa cidade. As duas UPAs já encaminhamos ao Ministério da Saúde e, agora, nós vamos apresentar os projetos e programas para cumprir a meta das duas UPAs”.

Zeladoria

Marroni – “Na zeladoria, nós temos 400 quilômetros de ruas não pavimentadas na cidade. Nós fizemos um grupo de trabalho e o nosso foco é o caminho do ônibus. Então, toda ocorrência que tem no caminho do ônibus nós estamos em mutirão entre Obras, Serviços Urbanos, Desenvolvimento Rural para atender o caminho do ônibus para que consigamos vencer essa pauta da mobilidade, do sistema de transporte onde todas as pessoas vão e voltam do seu bairro. Para isso, conseguimos avançar em máquinas, equipamentos e mutirões.

Na zona rural, recuperamos 10 pontes e fizemos uma nova, além de outra que caiu esta semana e vamos começar na próxima segunda-feira (14). São 460 quilômetros de estradas na zona rural recuperados, mas temos 1.800 quilômetros de estradas. Então, é obvio que a demanda que nós enfrentamos é uma demanda já de bastante tempo e que nós vamos levar um bom tempo para recuperar”.