Piratini: Psicólogo do Caps fala de depressão enquanto fatores ambientais e hereditários

Psicólogo disse que às vezes é necessário tratar boa parte da família (Foto: Nael Rosa/JTR)

Vivenciar o cotidiano de uma pessoa depressiva constantemente em um mesmo ambiente – por exemplo, familiar – pode ser preponderante para que haja o desenvolvimento da patologia, por conta do fator ambiental, ou seja, ser suscetível a ter a mesma doença. A depressão também pode ser hereditária, pois há componentes genéticos que fazem com que descendentes de deprimidos tenham mais chance de desenvolver o transtorno ao longo da vida.

Para abordar este tema, a reportagem entrevistou o psicólogo Junior Gehling, que atende no Centro e Apoio Psicossocial (Caps) Farroupilha, órgão da Prefeitura de Piratini que atende pacientes com esse tipo de transtorno.

Segundo ele, a doença pode acometer uma pessoa por causas diversas. “Traumas de infância, negligência da família com relação aos filhos, perdas significativas, como a morte de um familiar, desemprego, separação ou uma crise financeira são conflitos que podem desencadear uma depressão, como também hábitos estressantes ou ainda alimentares não saudáveis, bem como a ausência de uma rotina sem exercícios físicos. Tudo isso é levado em conta”, explicou o psicólogo.

Sobre o fator ambiental, ele disse que muitas vezes é necessário tratar um núcleo inteiro, pois esse pode estar adoecido. “Há necessidade do tratamento do grupo, pois a dinâmica familiar é que fica adoecida e isso faz com que mais de um membro precise de ajuda. Nesses casos é preciso fazer a intervenção para saber como essa família se relaciona”, disse.

Gehling destaca a forma de educar o núcleo familiar, principalmente os filhos, que costumam reproduzir a personalidade e o comportamento dos pais. Se houver uso de violência, é provável que as crianças sejam violentas e agressivas, sendo que posteriormente, na fase adulta, podem desenvolver a doença.

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