Piratini: Secretário afirma que situação responsável por riscos à moradora da rua Rui Ramos será solucionada

Risco de tragédia levou a Prefeitura a abrir o asfalto, possibilitando escoamento das águas nas chuvas intensas de setembro. (Foto: Nael Rosa/JTR)

Na terça-feira (29), o secretário Henrique Silva da Rosa, titular da pasta de Urbanismo e Serviços Públicos de Piratini assegurou ao JTR que a Prefeitura vai dar a tão esperada solução para um problema estrutural grave existente desde a colocação do asfalto na rua Rui Ramos, um dos três acessos à cidade, às margens da ERS-702. A obra foi realizada durante a segunda gestão do então prefeito Vilso Agnelo Gomes (PSDB).

De acordo com o secretário, os tubos com diâmetro de um metro foram comprados pelo município e, quando instalados, afastarão de uma vez por todas o risco de mais prejuízos, não somente financeiros à família de Liliane Fernandes, que há anos é afetada toda vez que ocorrem chuvas em volumes excessivos em Piratini.

“Em setembro, não tivemos alternativa a não ser abrir o asfalto de uma extremidade a outra. Isso possibilitou que a vazão aumentasse e a água seguisse outro curso. Essa decisão foi para evitar que algo pior ainda acontecesse não somente para a casa, já invadida pela enxurrada, mas, inclusive, a Liliane”, explicou Rosa, referindo-se à moradora que tem sua residência situada abaixo do nível da rua. Ele acrescenta: “toda vez que chove, há muita preocupação da minha parte com essa moça. Mas, agora, isso terá fim e ela não terá mais preocupações neste sentido”.

O secretário deu detalhes sobre o que se pretende para que o problema desapareça. Explicou que serão construídas, após a colocação de uma base em concreto abaixo do asfalto, duas alas, que, em síntese, são fileiras com os bueiros de abertura significativa. Segundo o gestor, os equipamentos serão suficientes para suportar a vazão de grandes volumes. “O cálculo foi feito e chegamos à conclusão que, com esse tamanho de tubo, será possível escoar, tanto as águas que vêm do estádio do Guarany como as do Cerro do Galdino, cuja parte que compreende a antiga Westermann, que também está sendo tubulada”.

Rosa salientou que, com relação aos volumes que vêm do estádio, bem como a quantidade de água decorrente da descida do Galdino e que passam pela rodovia estadual, a situação deverá melhorar e muito. “É preciso observar que o problema decorrente do Guarani existe desde que eu me entendo por gente. O estádio foi construído num vale e quando explode a enchente, tudo vai parar na Rui Ramos, ao correr por cima da 702. Vira um rio e causa danos em todo o quarteirão. Mas a pior situação ainda é quanto à Westermann. Mas tudo isso deve ser solucionado”, prevê.