Piratini: Livro sobre a Ponte do Império na BR 293 será lançado dia 18

Escritor relata fatos importantes envolvendo a construção da travessia sobre o Rio Piratini. (Foto: Divulgação)

Será lançado na próxima sexta-feira (18), durante o Patrimônio em Evidência, evento promovido pela Prefeitura de Piratini que destaca o patrimônio histórico e cultural do município, o livro “A história e memória da Ponte do Império”, escrito por Jimmy Carter Porto Gonçalves, que também é vereador pelo MDB.

São 120 páginas da obra publicada pela Editora Santa Cruz, com curiosidades sobre a travessia sobre o Rio Piratini, na BR 293, e que é tombada pelo Instituto do Patrimônio  Histórico e Artístico do Estado (IPHAE).

Segundo o autor, o livro é decorrente da sua defesa de tese feita em 2003 pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), pela qual é formado em História.

“Guardei esse material por 20 anos e agora decidi que é hora de divulgar para a nossa comunidade, pois descobri durante minha pesquisa fatos interessantes em torno dessa ponte”, disse Gonçalves.

Ainda de acordo com o autor, a Ponte do Império tem um valor histórico e artístico, já que simboliza uma época em que o modernismo entrava no Brasil através de estruturas de ferro, o que começou na Europa e chegou ao nosso país no final do século 19.

“Ela [ponte], foi pré montada na Inglaterra, veio de navio ate o Porto de Rio Grande, e foi trazida de carroça para Piratini para ser montada no local onde hoje se encontra”, relata.

Gonçalves acrescenta que seu livro destaca ainda o forte movimento político comandado pelo Império para que a estrutura não fosse construída na Capital Farroupilha, justamente em virtude do município ter sido sede do movimento separatista.

“Foi preciso a intervenção do doutor Viera da Cunha, piratinense e vice-presidente da Província, e também do pelotense Domingos de Almeida, uma vez que os imperialistas queriam que a travessia fosse onde se encontra a cidade de Pedro Osório e, a partir da construção em Piratini, em 1877, se fundamenta a rodovia federal 293. Portanto é um monumento que marca uma época”, destaca o escritor, especialista em patrimônio cultural.

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