Operação Código Reverso investiga suposto desvio de R$ 1,5 milhão destinados a Secretaria de Saúde de Pinheiro Machado

De acordo com as investigações, o esquema teria ocorrido entre 2023 e 2026 (Foto: Divulgação)

Na segunda-feira (13), o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em ação conjunta com a Polícia Federal (PF), deflagrou a Operação Código Reverso para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados à Secretaria Municipal de Saúde de Pinheiro Machado. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 1,46 milhão.

De acordo com as investigações, o esquema teria ocorrido entre 2023 e 2026. Nesse período, pagamentos relacionados à compra de medicamentos e materiais de saúde teriam sido direcionados de forma irregular a empresas ligadas à ex-secretária municipal da Fazenda, Kauane Lopes, por meio da adulteração de documentos e da utilização de notas fiscais falsas.

Segundo o Ministério Público, além das buscas realizadas na residência da investigada, a Justiça determinou o bloqueio de bens, veículos e valores para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos. A investigação apura os crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso, supressão de documento e fraude em contratação pública.

Kauane deixou o cargo de secretária da Fazenda em março deste ano para assumir uma vaga como professora concursada da rede municipal. Conforme a administração municipal, a mudança ocorreu antes de os gestores tomarem conhecimento das suspeitas que deram origem à investigação.

O prefeito Ronaldo Madruga (PP) explicou que a investigação teve início no dia 6 de julho, após uma servidora procurar a Administração e apresentar documentos que indicavam possíveis irregularidades em pagamentos realizados pela prefeitura. “Até os documentos serem encontrados não havia nenhuma suspeita do fraude”.

Madruga também informou que a servidora foi afastada do cargo que ocupava e que foi instaurado um processo administrativo disciplinar para apurar sua conduta.

“Nossa administração está prestando todas as informações solicitadas pelos órgãos competentes. Agimos com transparência e responsabilidade, determinando o afastamento da servidora para que as investigações ocorram com total independência, preservando a lisura da apuração. Confio no trabalho da Justiça e reitero o compromisso com a legalidade e correta aplicação dos recursos públicos”, afirma.

A investigação segue sob responsabilidade do MPRS, da Polícia Federal e do Gaeco.

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