Virada do ano no Laranjal terá shows e muita música

Programação musical reúne artistas de diferentes estilos na noite de 31 de dezembro. (Foto: divulgação)

A virada do ano no Laranjal será marcada por muita música e encontros à beira da praia. A partir das 17h desta quarta-feira (31), o Réveillon promovido pela Prefeitura de Pelotas, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Câmara de Vereadores, reúne uma diversidade de shows ao longo da noite, com artistas de estilos musicais variados que acompanham o público até a chegada de 2026. A programação aposta na diversidade musical, com atrações pensadas para diferentes gostos e idades, criando um clima leve e festivo.

A programação foi organizada para acompanhar o ritmo da noite, com apresentações que se complementam e ajudam a construir o clima da festa desde o início até a virada. Cada show traz uma proposta diferente, convidando o público a permanecer, circular, dançar numa grande celebração conjuntaunto, na praia do Laranjal. Ao longo da noite, o público confere apresentações do DJ Bart, Banda Jukebox Festa, DJ Micha, Joca Martins, Leh Moraes, Kleiton e Kledir e Grupo Aruanda.

Conheça um pouco mais sobre cada uma das atrações que fazem parte da programação musical da virada no Laranjal.

DJ BART
Com cerca de nove anos de carreira, DJ Bart inicia a noite do Réveillon como a primeira atração da programação. Sua trajetória na música começou a partir do Baile DASMINA, onde também atuou na produção e deu seus primeiros passos como DJ, abrindo a pista. Desde a infância, a música sempre esteve presente em sua vida. Influenciada pelo pai, compositor e autor de grandes sucessos da MPB, DJ Bart construiu uma identidade artística ligada à diversidade sonora e à representatividade.

Seu trabalho passeia pela música preta mundial, música brasileira, hip hop, R&B, afrobeats e amapiano, criando uma mistura de ritmos que transforma a pista em uma verdadeira viagem musical. Para a virada do ano, a proposta é levantar o público desde o início.

“Quero que todo mundo se sinta representado, que interaja, reaja a cada música e dance muito. Ver o público respondendo à pista é o que mais me motiva”, afirma.

BANDA JUKEBOX FESTA
A banda Jukebox Festa é a fase atual e renovada de um projeto que surgiu há 16 anos em Pelotas, inicialmente como Dupla Jukebox, passando por diferentes formações até chegar à reestruturação em outubro de 2024. Com nova identidade musical e foco na atuação em eventos, a banda mantém a proposta de versatilidade e energia como marcas centrais do trabalho.

A identidade da Jukebox Festa é marcada por um repertório extenso e diverso, que transita por diferentes gêneros musicais, aliado a uma performance animada, irreverente e com forte interação com o público. A energia das apresentações é simbolizada pelo raio que representa a banda, traduzindo a intensidade e a dinâmica dos shows. Para o Réveillon, a proposta é conduzir uma apresentação cheia de animação e troca com a audiência. “Vai ser um show que vai da Tina Turner ao Baitaca em poucos segundos”, brinca a banda.

A formação conta com Vaguinho Duarte na bateria e voz, Wagner Sicca no baixo, Elison Hackbart nos teclados, João Lovato na guitarra e Élvis, o Homem-Jukebox, nos vocais. A troca com o público é apontada como um dos principais combustíveis da banda. “O mais bacana é ver todo mundo dançando e cantando junto com a gente. Essa energia é inigualável e esperamos fazer uma baita festa nesse Réveillon”, destacam.

DJ MICHA
O DJ Micha integra a programação do Réveillon na praia do Laranjal e se apresenta na noite de 31 de dezembro, levando ao público um repertório marcado pela diversidade da black music e pela forte conexão com a cultura urbana. Natural de Rio Grande, o artista iniciou sua trajetória na banda Banca CNR onde se aproximou da cena musical de Pelotas, cidade onde passou a desenvolver seu trabalho e criar vínculos com o público local ao longo dos anos.

Com raízes no hip hop, DJ Micha transita por diferentes sonoridades dentro da black music, incorporando influências do pop, samba e reggae, sem perder a identidade ligada à música de rua e à história que cada estilo carrega. Para a virada do ano, a proposta é conduzir uma apresentação que una memória, celebração e troca de energia com o público. “A música tem esse poder de despertar lembranças e sensações. A ideia é levar muita música boa, ver as pessoas dançando, cantando junto e celebrando novos ciclos”, afirma o DJ.

JOCA MARTINS
A relação de Joca Martins com a música gaúcha começou ainda nos anos 1980, quando passou a participar de festivais nativistas que marcaram sua formação artística. Em Pelotas, nos palcos desses eventos, deu os primeiros passos de uma trajetória construída a partir do vínculo com o universo campeiro, com o campo e com a tradição gaúcha, referências que acompanham seu trabalho desde a infância.

Ao longo da carreira, Joca se consolidou como intérprete da música campeira do Rio Grande do Sul, reunindo em seus shows clássicos do cancioneiro gaúcho, composições vindas dos festivais e canções que dialogam com símbolos fortes da cultura do Estado. No palco, a proposta é de um show participativo, com repertório conhecido e pensado para ser cantado junto. “É uma honra muito grande representar a cultura e a música gaúcha nesse evento. Trazer essa identidade na virada do ano tem um significado especial, porque mostra que a música gaúcha está em todos os momentos da vida das pessoas, nos nossos poemas, nos usos e costumes que a gente canta e compartilha”, afirma o cantor.

LEH MORAES
Desde 2015 nos palcos, Leh Moraes iniciou sua trajetória artística a partir da experiência em bandas baile, onde desenvolveu um estilo marcado pela diversidade musical e pela conexão direta com o público. Essa vivência ajudou a construir uma apresentação dinâmica, pensada para atender diferentes gostos e transformar cada show em um momento de celebração coletiva.

Com um repertório que passeia pelo pop, MPB, samba e pagode, Leh transforma tudo em balanço e aposta em uma mistura que convida o público a cantar e dançar do início ao fim. A proposta é reunir pessoas de todas as idades em torno da música, criando um clima leve e familiar. “A ideia é não deixar ninguém parado, fazer todo mundo cantar e dançar. Ainda mais na noite de Réveillon, quando a gente se reúne com a família e os amigos pra celebrar a chegada de um novo ano com alegria”, afirma a cantora.

GRUPO ARUANDA
Com seis anos de estrada, o Grupo Aruanda reúne músicos de diferentes gerações que têm no samba o ponto de encontro e a principal referência do trabalho. O grupo surgiu da vontade de levar ao palco um repertório conectado com a história do samba, valorizando suas raízes e sua força popular, sem perder a leveza, a espontaneidade e o caráter festivo que fazem do samba uma música pensada para estar perto das pessoas.

O repertório passa por grandes clássicos de compositores como Cartola, Candeia e Luiz Carlos da Vila, além de abrir espaço para outras vertentes da música brasileira, como a MPB, o samba-rock gaúcho e o pagode dos anos 1990. A proposta do Aruanda é um show animado e acessível, construído para o público cantar, sambar e participar do começo ao fim. “A gente gosta de ver o público envolvido, cantando junto, sambando e batendo palma. Essa troca de energia é o que dá sentido ao nosso show e faz cada apresentação ser diferente”, destaca o grupo.

KLEITON E KLEDIR
Com uma trajetória longa e conhecida do público, Kleiton & Kledir construíram carreira a partir da música popular brasileira, com forte ligação com a identidade cultural do Rio Grande do Sul. Desde os primeiros trabalhos, ainda nos anos 1970, os irmãos seguiram um caminho marcado por canções que conversam com o cotidiano, o humor e o jeito de falar do sul do país.

Ao longo dos anos, o repertório da dupla atravessou gerações e diferentes momentos da música brasileira, mantendo presença constante nos palcos e na memória do público. No Réveillon do Laranjal, Kleiton & Kledir integram uma programação diversa, que reúne artistas de estilos variados para acompanhar a celebração da virada do ano.