Pelotas: Jornal Diário da Manhã deixa de circular em versão impressa

Sede do Jornal Diário da Manhã, no Centro de Pelotas. (Foto: Reprodução)

O jornalismo pelotense perdeu nesta semana um dos seus principais representantes. O jornal Diário da Manhã publicou sua última edição impressa na terça-feira (29). A publicação de periodicidade diária deve migrar para o formato eletrônico em data a ser anunciada nos próximos dias. “Estamos estruturando um jornal eletrônico moderno, vamos avançar na tecnologia”, garantiu o diretor-presidente do veículo, jornalista Hélio Freitag.

Com 44 anos de atuação na cidade, o jornal foi fundado em 24 de junho de 1979 já em formato off-set, sendo pioneiro na circulação às segundas-feiras e em apresentar no mercado local o formato tablóide. Originalmente administrado por um grupo empresarial de Passo Fundo, teve como primeiro gestor na cidade o ex-prefeito Irajá Rodrigues. Em 1993 foi adquirido pelo jornalista Hélio Freitag.

Em seu perfil na rede social Facebook, o jornalista Hélio Freitag Júnior comunicou o fim da circulação do jornal na versão impressa e destacou profissionais que fazem e fizeram carreira em veículos de imprensa de projeção nacional que começaram na redação do DM. Mas não apenas.

Pelo jornal passaram profissionais reconhecidos no meio local e regional, como José Ricardo Castro, Tibiriçá Freitas, Carlos Cogoy, João Pedro Lobo da Costa, entre outros, além do repórter fotográfico Vilmar Tavares (já falecido), considerado até hoje uma verdadeira lenda do fotojornalismo pelotense.

“Fizemos história”, disse Freitag ao Tradição Regional. “Ajudamos a emancipar o Capão do Leão, Turuçu, Morro Redondo, ajudamos a fundar instituições, demos vez e voz a poetas desconhecidos e a pessoas que nunca tiveram esse direito na cidade – mas é hora de dar um novo rumo”, conforma-se o profissional.

Ele atribui o fim da circulação aos altos custos do jornal impresso e também à concorrência do jornalismo eletrônico em tempo real e às redes sociais. “O papel está muito caro, e infelizmente o jornal impresso está com os dias contados, a própria Zero Hora deve migrar para o eletrônico em três ou quatro anos”, afirmou.

1 comentário

  1. Infelizmente o exposto acima é uma realidade, está cada vez mais difícil manter um jornal impresso, mas parabéns ao Diário da Manhã por todo trabalho realizado levando informações ao nosso povo.

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