“Não é não”: Prefeitura de Pelotas lança campanha contra o assédio no Carnaval

Foto: Divulgação

Foi lançada nesta quarta-feira (19), em frente à Fonte das Nereidas, na Praça Coronel Pedro Osório, a campanha “Não É Não”, contra o assédio de mulheres no Carnaval. A campanha é uma iniciativa da Prefeitura de Pelotas, por meio da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (CPPM), em parceria com o Governo do Estado – Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e a Polícia Civil. Neste domingo (23), durante o desfile do Bloco do Mapa, ocorrerá a primeira ação do movimento.

Cerca de 30 mulheres e representantes das forças de segurança participaram do ato. Após a solenidade, o prefeito em exercício, Idemar Barz, e a assessora especial de Relações Institucionais e Gestão Estratégica, Clotilde Victória, recepcionaram as integrantes da campanha no Paço Municipal.

“O Carnaval tem que ser um momento de alegrias, cores e diversão. Porém, com ele vêm estes atos de desrespeito, e este movimento vem para reafirmar que nós mulheres queremos e podemos estar onde quisermos, sem que sejamos desrespeitadas”, destacou a assessora especial, Clotilde Vitória.

Ações de conscientização serão realizadas durante os blocos de Carnaval e terão estandes na passarela do samba, em março. A Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ), ligada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e a SJCDH distribuirá fôlderes, leques e tatuagens removíveis com o slogan “Não é Não”.

A CPPM está organizando o bloco de carnaval “Não é não. Pediu pra parar, parou!”, formado por mulheres, que deve sair no Carnaval de Pelotas 2020. Mais informações sobre o evento e como participar serão divulgadas nos próximos dias.

Denuncie!

Casos de assédio podem ser reportados à Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, gratuitamente pelo telefone 180, ou então para a Brigada Militar, pelo 190.

O movimento

A campanha do “Não é Não” surgiu no Rio de Janeiro em 2017 pela iniciativa de um grupo de amigas que, após sofrerem abuso durante uma roda de samba, decidiram reagir, distribuindo tatuagens temporárias com os dizeres do movimento para chamar a atenção para o problema da naturalização do assédio na sociedade, que muitas vezes é confundido, erroneamente, com brincadeira ou paquera.

Para o Carnaval 2020 a campanha já está garantida, por meio de financiamento coletivo online, nos estados da Bahia, Pernambuco, São Paulo, Santa Catarina, entre outros.

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