
Após décadas de espera, 137 famílias pelotenses da Cohab Guabiroba receberam, na última sexta-feira (6), as escrituras definitivas de seus imóveis. A entrega ocorreu em cerimônia no Paço Municipal e integra o Projeto Terra – Eu Sou Cohab, iniciativa do Governo do Estado em parceria com diversas instituições, que busca regularizar propriedades adquiridas junto à extinta Companhia de Habitação do Rio Grande do Sul (Cohab RS).
O evento contou com a presença do governador Eduardo Leite (PSD), do vice-governador Gabriel Souza (MDB), do prefeito Fernando Marroni (PT) e de representantes do Tribunal de Justiça do Estado. Ao todo, o projeto prevê a regularização de cerca de 62 mil imóveis em todo o RS, ao longo de cinco anos, beneficiando famílias que aguardavam há até quatro décadas pelo documento.
Em Pelotas, os 137 imóveis regularizados pertencem à Cohab Guabiroba e foram atendidos por um mutirão realizado em outubro de 2025. Segundo o secretário municipal de Habitação Marcos Ferreira, mais conhecido como Marcola, a ação representa um avanço importante para destravar áreas que permaneciam irregulares e permitir que Pelotas avance em novas etapas de regularização fundiária. A expectativa, conforme a prefeitura, é ampliar o processo para outras localidades, como Cohab Lindóia, Pestano, Tablada e Fragata, podendo alcançar cerca de cinco mil imóveis.
Durante a cerimônia, Marroni destacou o significado social da entrega das escrituras. “A escritura não é apenas um papel: ela é segurança jurídica, tranquilidade para dormir e dignidade. Hoje, todas essas famílias saem com o direito reconhecido”, afirmou.
Para os moradores, o documento simboliza o fim de uma longa espera. É o caso de Rodrigo Costa, reside em um apartamento herdado dos pais, adquirido há mais de 30 anos na Cohab Guabiroba, que estava sem regularização até então. Ele relata que o processo exigiu idas a cartórios e a apresentação de diversos documentos, mas que o esforço valeu a pena. “Agora é uma segurança. Depois de tanto tempo, a gente sabe que o imóvel é, de fato, nosso”, relatou.
Leite ressaltou que, embora a escritura seja um documento físico, ela representa o último passo de um processo complexo e transformador. “Não são só papéis assinados, são a garantia de que essas famílias podem deixar seus imóveis como herança, vender ou até utilizar como garantia em financiamentos. É um novo começo”, destacou.
Além de Pelotas, também foram entregues escrituras em Rio Grande, totalizando 277 imóveis regularizados na região sul. Até o fim de fevereiro, a previsão é que 1.274 escrituras sejam entregues em nove municípios gaúchos. As famílias que não participaram da cerimônia já podem retirar seus documentos diretamente no tabelionato responsável.



