Pelotas: Eduardo Leite abre ano letivo da rede estadual no Instituto Assis Brasil

Cerimônia também marca a entrega de duas fases da obra na escola. (Foto: Lylian Santos/JTR)

O governador Eduardo Leite (PSD) deu início, na quarta-feira (18), à série de atos de abertura do ano letivo de 2026 na rede estadual. A primeira cerimônia foi realizada no Instituto Estadual de Educação Assis Brasil, uma das mais tradicionais instituições de ensino de Pelotas. Além de marcar o retorno às aulas, o evento celebrou a entrega da primeira fase da revitalização do prédio histórico. Leite esteve acompanhado das secretárias da Educação, Raquel Teixeira, e de Obras Públicas, Izabel Matte.

Iniciada em junho de 2024, a obra conta com R$8,5 milhões em investimentos do Estado e se divide em quatro etapas, das quais duas já foram concluídas. A partir deste ano, a instituição também passa a ofertar o Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), integrado ao curso técnico de Desenvolvimento de Sistemas. Com R$ 1,5 milhão, estão prontas a manutenção da cobertura do prédio principal e melhorias nas paredes, na impermeabilização dos pisos e nas pinturas, entre outros serviços. Outras duas frentes seguem em execução, incluindo intervenções complementares às anteriores, a substituição de janelas, portas e vidros e a recuperação do telhado do ginásio. A previsão de conclusão dessa fase é ainda para o primeiro semestre deste ano.

“Essa escola é um exemplo de transformação. Basta pegar as fotos de como estava antes para ver como ela está bonita e vibrante. Até o fim do ano, nossas obras irão alcançar mil escolas, com R$ 1 bilhão de reais em reformas. Estamos falando de obras que estão transformando, efetivamente, a nossa rede escolar, assim como outras melhorias no aumento no repasse para merenda escolar, a iniciativa de distribuição de uniformes escolares e de tênis para os estudantes, o Programa Todo Jovem na Escola de permanência escolar, e a expansão do Ensino Médio em Tempo Integral”, afirma o governador.

Para a secretária da Educação, o direito à educação se concretiza na aprendizagem. “Nós melhoramos cinco pontos nos resultados de prova de proficiência, caímos cinco na reprovação, aumentamos 15 na nossa participação nos exames nacionais. Entre as 50 melhores escolas públicas do Brasil, 15 são gaúchas”, reflete.

Protestos marcam a chegada de Leite
Cerca de 30 pessoas do Núcleo do 24° Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS) manifestaram contra o governador em frente ao Instituto. A vice-diretora do Núcleo, Kárita Sinoti reforça que o ato, marcado pela união, organização e força da categoria mostra que não aceitam o desrespeito à educação pública nem a desvalorização dos trabalhadores da Educação. Entre as pautas dos protestantes estão o reajuste linear para a categoria do magistério e funcionários de escola, estrutura no quadro de funcionários e melhora na defasagem nos serviços do plano de assistência médica e hospitalar dos servidores públicos do estado do Rio Grande do Sul (IPE).

“Temos funcionários e professores aposentados que têm que seguir pagando a previdência. São servidores que contribuíram durante décadas para o funcionamento da educação do Estado e que agora não tem esse reconhecimento. Não faz sentido ter uma reforma estrutural em várias escolas quando não tem quadro para que essa estrutura se mantenha. O Assis Brasil é um exemplo. A estrutura de merenda é terceirizada, a parte dos setores de conservação e manutenção também”, declara.

Leite afirma respeitar aqueles que são contra, mas que a satisfação da imensa maioria da rede estadual fala mais alto. Quanto à possível candidatura a presidente da república, o político reforça que se mantém entre os três pré-candidatos ao cargo pela sigla PSD e que com diálogo e abertura decidirão quem irá representar o partido. “É sobre atender um projeto de país, algo que queremos construir, principalmente com essa polarização. Ainda não temos nenhum indicativo, precisamos amadurecer essa ideia”, diz.