Projeto Palcos Amefricanos RS passa por Pelotas, Rio Grande e São José do Norte

Richard Serraria apresenta, em Pelotas, Girafa da Cerquinha, uma história entoada pela griô Sirley Amaro. (Foto: Jeff Granja)

Com informações da Assessoria de Imprensa

O projeto cultural Palcos Amefricanos RS, que promove a apresentação dos espetáculos cênico-musicais Sopaporiki e Girafa da Cerquinha, performados pelo poeta e músico Richard Serraria, passará pelo sul do estado nos dias 17, 18 e 20 de junho, com apresentações previstas para Pelotas, Rio Grande e São José do Norte, respectivamente.

Dirigidos por Leandro Silva, os espetáculos têm como elemento central o sopapo – tambor tradicional do povo negro gaúcho – e contribuem para a valorização do patrimônio imaterial e da presença afrodescendente na construção da identidade cultural do Rio Grande do Sul.
Sopaporiki é um espetáculo musical centrado no tambor sopapo, criado e performado por Serraria, com direção cênica de Silva. A obra destaca o conteúdo amefricano, afirmando a potência das epistemologias negras no Brasil contemporâneo.

Em 2020, nasceu o livro Sopaporiki, em que o eu lírico é o próprio tambor, que “conta e canta” a trajetória dos 12 orixás do Batuque de Nação Oyó Idjexá, abordando a formação da cosmogonia iorubá no Rio Grande do Sul e na Bacia do Prata. A obra literária deu origem ao espetáculo homônimo, estreado em 2022.

Já Girafa da Cerquinha é uma recontação de uma história tradicional entoada originalmente pela mestra griô Sirley Amaro. A fábula narra a chegada de uma girafa da África em um navio, que escolhe viver em Pelotas, no bairro da Cerquinha – local que, segundo a narrativa, possuía um carnaval burlesco com nomes de bichos. Trata-se de um espetáculo voltado ao público infantil, com o sopapo sendo tocado de forma contínua, envolvendo as crianças em uma vivência lúdica com o grande tambor negro gaúcho.

Apoio didático
O projeto também oferece um Caderno de Situações Didáticas, disponibilizado gratuitamente pela internet via Linktree, com o objetivo de apoiar professores e escolas na implementação da Lei 11.645/2008, que trata da obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas instituições de ensino.