
O município de Pedro Osório passou a integrar oficialmente o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN). A inclusão foi confirmada na primeira semana de janeiro pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, tornando Pedro Osório a sexta cidade da região Sul do Estado a aderir ao sistema.
O SISAN é um sistema de gestão participativa que articula ações entre os três níveis de governo – federal, estadual e municipal – com o objetivo de planejar, executar e monitorar políticas públicas voltadas à segurança alimentar e nutricional. De acordo com a secretária municipal de Ação Social, Adriana Hepp, a conquista é resultado de um trabalho intenso e contínuo da administração municipal.
“Foi um processo difícil, mas hoje estamos aptos a fortalecer a rede com os produtores rurais e aderir a programas como o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar para captar recursos e melhorar nossa qualidade alimentar”, destacou.
A execução da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) envolve a integração entre o poder público e a sociedade civil, além da implementação de diversos programas estratégicos. Entre eles estão ações de acesso à água, como a implantação de cisternas; fomento às atividades produtivas da agricultura familiar; o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); apoio à agricultura urbana e periurbana; distribuição de alimentos; inclusão produtiva rural; fortalecimento de equipamentos públicos de alimentação e nutrição — como restaurantes populares, cozinhas comunitárias e bancos de alimentos — além de iniciativas de educação alimentar e nutricional.
Para a secretária, a adesão ao SISAN dialoga diretamente com a vocação econômica do município. “Para Pedro Osório, que possui forte ligação com a produção rural, o SISAN estimula a agricultura familiar, valorizando produtores locais, gerando renda no campo e fortalecendo a economia municipal”, completou Adriana Hepp.
Com a inclusão no sistema, o município passa a ter mais condições de acessar recursos federais, ampliar programas já existentes e fortalecer ações de combate à fome e à insegurança alimentar, beneficiando diretamente a população em situação de vulnerabilidade.



