Quem chega à casa de Neli Lemos Guimarães, de 65 anos, logo sabe que ali tem doce. Seja pela sua doçura ao receber as visitas, quanto pelo cheiro de melado no ar. É em um tacho, numa peça nos fundos da casa, que um dos atrativos da Expofesta da Melancia é fabricado: os diversos tipos de doces feitos pela fruta – que, este ano, chegam a 35 variedades -.
Tanta criatividade da mente engenhosa de Neli toma forma através, não só de suas próprias mãos, como também das mãos das irmãs Maria Medeiros, Vera e Teresa Lemos, além do apoio fundamental de seu marido, Élbio Guimarães Pereira.
Através da melancia, fruta composta por cerca de 90% de água, as irmãs fazem todos os tipos de doces, dos mais simples aos mais inimagináveis. E dona Neli ainda conta: “às vezes, vendo na TV algum doce, fico pensando se dá para fazer de melancia e não descanso até conseguir”.
Tanta vontade de inovar vem da inspiração da irmã, Noeli, sua companheira durante anos, tanto na preparação do doce quanto na venda nas banquinhas, que ficou doente e não pôde mais fazer os doces. Por ela, Neli gosta de sair da mesmice e sempre levar uma novidade ao público que prestigia o evento.
Presente desde os primeiros anos da Expofesta, ela acompanha o crescimento do evento e, consequentemente, o aumento na procura de seus produtos. Hoje, além de buscar atrair pelo sabor, as irmãs tentam, com o que a estrutura permite, fabricar alguns doces durante a festa, proporcionando conhecimento e, porque não, degustação ao cliente.
Além dos doces
Para agradar todos os tipos de públicos, o presidente do Conselho Municipal do Desenvolvimento (Comude), Lauri Centeno, garante que, além dos doces das irmãs Lemos, no evento há a distribuição gratuita de melancia, gelada, para o público. “É uma das características principais e o que nos difere das festas regionais. Em nenhuma outra festa tem essa distribuição”, destaca.
Apesar de ser a atração principal, a festa não gira apenas em torno da fruta. Feira de artesanato, etapa de Veloterra, parque de diversões e show nacional de Gabriel Valim, Tchê Guris, como também shows locais prometem animar o final de semana de realização do evento.
“Cada vez mais, em função do aumento da festa, existe uma cobrança do visitante para que haja este crescimento, por isso trabalhamos com 90 dias de antecedência para proporcionar o melhor para ele”, garante Centeno.
A expectativa para este ano é que 35 mil pessoas visitem a expofesta nos dois dias de evento. E, claro, que muita melancia seja consumida.




