
Com o objetivo de promover conhecimento sobre abelhas sem ferrão, foi realizada uma oficina sobre o tema no dia 8 de setembro, nas dependências da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Turismo (SMDRT).
Esses insetos nativos que desempenham um importante papel na natureza podem ser criados para diversos fins. A oficina foi organizada pela SMDRT e a Emater/RS-Ascar de Morro Redondo, que convidaram o médico veterinário Leonardo Merlo para falar sobre as espécies de ocorrência na região, sua ecologia, tipos de caixas para criação, manejos e fabricação de iscas, com o apoio do diretor Pedro Vieira (SMDRT) e Adriane Lobo (Emater).
Na abertura, foi lembrado que quando falamos de abelhas sem ferrão, nos referimos a um inseto que evoluiu juntamente com as plantas e os outros animais. “Portanto, quando falamos em abelhas nativas, estamos falando de muitas outras coisas que compõem a natureza de uma determinada região”, explica Adriane. Pedro Vieira deu boas vindas aos participantes e disse que “a expectativa é que todos tenham algum aprendizado, pois sempre teremos o que aprender com esses seres maravilhosos”.

Foram diversos os objetivos que levaram os 16 participantes a estar durante todo o dia na atividade. Parte deles pretende criar os insetos como forma de preservação, polinização, outros como um atrativo para o turismo, para fins educacionais e também para a atividade de crianças na propriedade, já que não representam o perigo da ferroada como as abelhas africanizadas. Mas elas também podem ser uma fonte de renda, já que o mel, mesmo que produzido em menor quantidade, vale mais que o mel de abelhas com ferrão. A produção de enxames para venda, através de técnicas de multiplicação, também pode gerar renda.
“Eu vejo que estamos num momento onde a natureza precisa ser cuidada e só o fato de olhar as abelhinhas já nos conecta com um mundo diferente” disse Olavo Marcus, um dos participantes. Este também foi o sentimento de Jorge Signorini, que destacou a importância dos insetos. “As abelhas são importantes polinizadoras e se quisermos preservar a natureza, elas são as primeiras a serem preservadas”, afirmou o participante, que já tem algumas caixinhas em sua propriedade, mas foi atrás de mais conhecimento para melhorar e quem sabe, ampliar a criação.

Merlo falou que, apesar de ser uma atividade complexa, pois envolve muitas espécies diferentes e cada uma tem a sua forma de vida e seu manejo específico, é extremamente gratificante. “Vão com calma, aprendendo com elas e fazendo o que já estiver bem entendido, para que, tendo sucesso, vocês possam ir sempre mais longe à criação”, aconselhou.
Os participantes decidiram por criar um grupo de interação num aplicativo de mensagens para trocar ideias, bibliografias, mudas de plantas que servem de alimentação para as abelhinhas e experiências. Além disso, acordaram em fazer encontros periódicos presenciais para conhecerem o que cada um está fazendo a esse respeito e evoluir conjuntamente, a exemplo das próprias abelhas.



