Morro Redondo decreta situação de emergência devido à estiagem

Plantações foram afetadas pela estiagem (Foto: Arquivo/Diones Forlan/JTR)

O prefeito Diocélio Jaeckel (PTB), preocupado com a estiagem que Morro Redondo está enfrentando, decretou situação de emergência no dia 17 de janeiro, conforme o decreto 4.756 de 2020.

De acordo com os dados da Emater/RS-Ascar, em novembro choveu 100mm, representando 74,7% da média histórica da cidade, que é de 133mm. Em dezembro choveu 85mm, ou seja, 58,5% da média, que é de 145 mm, e em janeiro choveu – até o presente momento – 53,5mm, sendo 31,9% da média histórica de 168 mm.

Conforme o engenheiro agrônomo da Emater, Evaldo Voss, este período coincidiu com a fase de plantio das culturas de verão. O milho de grão, até agora, está com 50% da área plantada, sendo o momento de desenvolvimento vegetativo que sofre com a estiagem. Para silagem, a cultura está com a área totalmente plantada em florescimento e frutificação com perdas de 30%, sendo que o prazo de plantio terminou na última segunda-feira (20).

Em início de floração, a soja está com baixo desenvolvimento, começando a apresentar sintomas de murcha e perda foliar. Em relação ao feijão, que está na primeira safra em colheita, a safrinha não foi cultivada até o momento. Já o pêssego está em final de colheita. Nas culturas de subsistência familiar e olericultura as perdas são diversificadas, sendo que em muitos casos não foi possível realizar o cultivo.

Também em virtude desta estiagem estão ocorrendo prejuízos na produção leiteira, devido à escassez de água para dessedentação animal e baixo desenvolvimento das pastagens nativas e forrageiras de verão. Além disso, acontecem dificuldades de abastecimento de água na zona rural, tanto no que se refere ao consumo humano quanto para dessedentação animal.

Conforme a coordenadora da Defesa Civil, Ester Sias, a situação estava sendo monitorada desde dezembro, mas somente neste mês que a condição atendeu a todos critérios mínimos para realização do decreto.

Atualmente, conforme levantamento realizado em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Turismo, Emater e Defesa Civil, são mais de 150 famílias com sérios problemas financeiros devido à falta de chuva, relatando perdas de até 50% da produção. Ainda, há 50 solicitações de poços ou cacimbas, 50 solicitações de aguadas para animais e 20 famílias estão necessitando de abastecimento de água para consumo, situação esta que tem se agravado a cada dia.

“A previsão para os próximos dois meses indica que a chuva deve se manter escassa na região, portanto os prejuízos podem ser ainda maiores”, frisa coordenadora, completando: “Pedimos neste momento que a população possa contribuir economizando água ou evitando o desperdício”.

A Defesa Civil está à disposição através do telefone (53) 98104-3715.

Sobre as culturas e criações, os dados levantados na última avaliação realizada pela Emater mostram uma estimativa de perdas para os principais produtos agropecuários do município, que estão abaixo destacados:

Milho de grão: R$ 600 mil,
Feijão primeira safra: R$ 60 mil
Pêssego: R$1,170 milhão
Olericultura e culturas de subsistência: R$ 1 milhão
Fumo: R$ 70,2 mil
Bovinocultura de leite: R$ 91.980 mil
As perdas totalizam R$ 2.992.180,00 milhões. Ainda não há dados dos prejuízos referentes ao feijão da segunda safra e da soja.

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