
Uma notícia que os jaguarenses esperavam há anos foi anunciada. O prédio onde funcionava a Casa de Cultura do Município irá receber o projeto de revitalização.
A notícia foi dada após uma reunião entre o Poder Executivo e o representante da empresa vencedora do processo de licitação, Felipe da Rosa.
A edificação foi interditada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2011, com a justificativa de que o prédio apresentava sérios problemas e poderia causar algum risco aos visitantes.
No local, funcionava a Secretaria de Cultura e Turismo e também o Museu Pompílio de Freitas, ou seja, muitas pessoas transitavam no local.
Segundo a Prefeitura, o Secretário da Pasta de Planejamento e Urbanismo Luiz Carlos Barreto e sua equipe estarão empenhados nesse projeto que iniciará em breve e trará de volta o funcionamento da Casa de Cultura numa recuperação estrutural desde seu telhado até a base.
O prédio
A edificação teria sido construída com função residencial por um comerciante paulista estabelecido em Jaguarão. A partir de 1903, o Colégio Espírito Santo estabeleceu-se no imóvel e em 1915 a casa passou a abrigar a Sociedade Caritativa e Literária São Francisco de Assis.
O prédio foi adquirido pelo Estado em 1920, ano em que passou a abrigar o fórum da cidade. Sabe-se que, a partir dessa data, foi colocada na fachada a inscrição Fórum em relevo e a estátua da justiça. Em 1995 o imóvel foi cedido à prefeitura para que nele fosse instalada a Casa da Cultura de Jaguarão. Ali acontecem eventos como exposições e mostras de filmes.
A edificação, de um pavimento e porão, é um exemplar de arquitetura residencial unifamiliar urbana de fins do século XIX, implantada no alinhamento predial, que posteriormente foi adaptada para atividades judiciárias.
Com linguagem eclética, predominam os elementos neoclássicos, tendo como características marcantes a simetria da fachada, o pé-direito elevado no pavimento principal, o coroamento com platibanda e a presença de porão alto com gateiras. Nos ambientes internos destacam-se revestimentos de parede em escaiola, pisos em ladrilho hidráulico e forros de madeira trabalhados.



